terça-feira, 17 de abril de 2012

Espelho, Espelho Meu

mirror-mirror

Era uma vez uma menina franzina e baixinha, que amava desenhos da Disney. Seu amor por estes desenhos era tão grande, que ela conseguia assistir diversas vezes o mesmo título sem nunca enjoar ou reclamar. Um dia, vindo de uma época e um lugar distante, o filme Branca de Neve e os Sete Anões chegou até a menina. Empolgada com aquele clássico que nunca tinha assistido, a garota sentou-se em frente à televisão e ligou o VHS. Mas para sua surpresa, o filme não era o que ela esperava.

- Onde foi parar a personalidade da Branca de Neve?, indagou a menina em desespero – Por que é que o príncipe não tem falas? Como ela poderia se apaixonar apenas com um beijo de um completo estranho no meio do mato?

Indignada com tamanho absurdo, a menina seguiu em frente e, sem nunca perder seu amor pelos filmes de princesa, cresceu e se tornou uma linda crítica de cinema. Foi então que dois filmes chegaram até ela, ambos adaptações de Branca de Neve. A Crítica sabia que aquilo nada mais era do que um golpe comercial, uma tentativa de ganhar dinheiro à custa de adolescentes fãs de um livro chamado Crepúsculo. Pois esse livro havia gerado uma série de filmes bastante lucrativos, e atraído milhões de adolescentes e mães para as salas de cinema. Estando em poder da visão cinéfila, a garota sabia que filmes como esse tinham seu valor, mas que este valor em nada tinha a ver com qualidade.

A situação ficava cada vez pior à medida que a data de estreia se aproximava, e quando ficou sabendo que Kristen Stewart (sim, a garota de Crepúsculo) interpretaria a personagem principal de Branca de Neve e o Caçador, a crítica disse:

- Crítica, crítica minha. Existe alguém pior do que esta atriz murrinha?

Mas o mundo ainda tinha salvação, pois a segunda adaptação, chamada Espelho, Espelho Meu, poderia ser boa. Não que Tarsem Singh (que havia dirigido a bomba A Cela) na direção fosse um bom sinal, mas Julia Roberts como a Rainha Má e Lily Collins como Branca de Neve eram boas promessas.

Mirror Mirror

Então a brava Crítica partiu em sua missão, com sua irmã ao seu lado e sua sobrinha no colo. As três damas chegam ao cinema e presenciam uma bela cena introdutória, em animação e seguindo a narrativa do conto original, criado pelos Irmãos Grimm. A história era diferente da que a crítica conhecia. Muito mais ação e muito mais piadas. A Rainha Má fazia suas maldades, mas era engraçada e simpática ao mesmo tempo. Branca de Neve se transformara em uma jovem carismática e cheia de graça, que não dedica a sua vida a limpar a casa dos anões e a arranjar um marido. Não, ali ela queria ajudar o povo de seu pai e derrotar a Rainha. Os Anões não podiam trabalhar, pois haviam sido expulsos da cidade por serem diferentes. Ao unir-se com os Anões, Branca sente na pele o poder do preconceito e da pobreza. E o Príncipe não só fala, como age e é essencial para a história do filme.

armie-hammer-and-lily-collins-in-mirror-mirror-2012-movie-image-5

A história, muito mais elaborada e com um roteiro bem conduzido (obra de Melisa Wallack e Jason Keller), traz elementos visuais atraentes, figurinos exuberantes e cenários coloridos, características dos filmes anteriores de Tarsem. Com a diferença de que agora o diretor deixou de lado o seu ego e fez um filme compreensível, agradável de ver e bastante engraçado. Um filme que pode agradar não apenas as crianças, mas também os adultos que levarem elas ao cinema.

Saindo da sala de exibição, a Crítica se sentiu feliz por ter perdido o preconceito e ido assistir Espelho, Espelho Meu. Agora era só esperar por Branca de Neve e o Caçador e torcer que o seu diretor, Rupert Sanders, consiga criar uma obra criativa e divertida como esta. Só assim, a Crítica poderia viver feliz para sempre (ou pelo menos até o próximo filme estrear).

E este é fim.

Mirror Mirror

Mirror Mirror (2012)
Direção: Tarsem Singh
Roteiro: Melisa Wallack, Jason Keller
Elenco: Julia Roberts, Lily Collins, Armie Hammer, Nathan Lane, Jordan Prentice, Mark Povinelli, Joe Gnoffo, Danny Woodburn, Sebastian Saraceno, Martin Klebba, Ronald Lee Clark, Robert Emms, Mare Winningham

terça-feira, 3 de abril de 2012

Top 20: Motivos pelos quais eu seria uma boa companion

Uma carta informal para o Doctor, onde quer que ele esteja.

bgd-md_doctor_hoo

20) Se você disser “não saia daqui”, eu não sairei. As chances de me perder são gigantescas e não iria querer ficar presa em outro planeta ou em algum lugar/tempo onde as pessoas não tomam banho.

19) Amo Londres.

18) Eu não ficaria incomodando, pedindo para visitar meus familiares o tempo todo. Uma ligação quinzenal com o supertelefone já resolveria meus problemas. Isso nos daria mais tempo para lutar contra lagartos gigantes, estátuas macabras e Daleks.

17) Eu sei quem são os Daleks, você não vai ter que me explicar tudo desde o início. Mais tempo livre para ficar nas praias do planeta Barcelona.

]Ou no seu corpo.

16) Se você me der um livro e um bombom, não irei incomodar durante a viagem. Talvez eu enjoe, mas nada que um biscoitinho salgado e um Dramim não resolvam.

15) Eu fico bem de biquíni.

14) Sou engraçada e inteligente, mas não mais que você. Isso elevaria o seu bom humor e sua autoestima, além, é claro, de ser ótimo durante viagens longas.

enhanced-buzz-27564-1333393623-0Essa sou eu, no inverno.

13) Sei fazer cookies.

12) Não tenho um namorado, por tanto eu seria apenas sua. Isso evitaria retornos desnecessários a Terra e episódios chatos sobre como meu namorado é um idiota que sente ciúmes de você.

11) Posso não ser loira, mas pelo menos não sou sua filha. Posso não ser ruiva, mas pelo menos não fico te xingando. Posso não ser linda, mas pelo menos não vou virar uma cabeça gigante numa jarra. E não sou a Martha.

IMG_4893E eu alimento os patinhos.

10) Sei dançar a Macarena.

09) Adoro gravatas borboleta e cachecóis.

BB210863@DOCTOR-WHOwho3

08) Se um dia você precisar trabalhar como um professor humano em 1913, não deixarei nenhuma enfermeira lambisgóia chegar perto de você. Isso evitaria problemas futuros como: duas mulheres dentro da Tardis (ela pode ser grande, mas não o suficiente), milhares de calcinhas dentro do chuveiro, duas TPMs, ciúmes e gravidez. Sem falar em todo aquele cabelo que fica no ralo da pia.

07) Eu tenho uma roupa de Princesa Léia. Isso prova que sou capaz de aguentar uma viagem espacial. Ou que sou nerd o suficiente para ter uma roupa de Princesa Léia, o que por si só já prova que sou incrível.

06) Não planejo ficar trancada em outra dimensão ou largar a serie para tentar uma carreira promissora como atriz no limbo.

05) Eu compreendo perfeitamente que não serei a primeira mulher na sua vida – e nem a última. Isso não significa que irei te amar menos.

doctor-who-girls

04) Não me importo de ir num show da Billie Piper.

03) Yes... I’ll have a cuppa.

02) Não me importo com aparências, portanto você pode ter a cara que quiser. Seja a feição do William Hartnell ou do David Tennant, te amarei do mesmo modo. Mas se você se parecer com o Hartnell serei obrigada a fantasiar com o Tennant, porque você iria ser parecido com meu avô. E isso é terrível demais.

David Tennant (8)É, ajuda bem mais se você for assim…

E o motivo número um pelo qual eu seria uma boa companion:

01) Não tenho problemas com sexo interplanetário.

tumblr_lvpzyuxgCy1qj7vrf

Espero que você veja isso há tempo, antes que eu fique velha e feia.

Com amor
Loma

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...