sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Diário de Bridget Jones

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Bridget Jones (Renée Zellweger) decide dar um rumo em sua vida. Cansada de estar sempre acima do peso, de namorar os homens errados e de ter um emprego medíocre, Bridget inicia um diário. Na festa de ano novo de sua família, a mãe de Bridget a apresenta para o advogado Mark Darcy (Colin Firth), um homem sério e esnobe que trata Bridget mal, mas que secretamente se sente atraído por ela. Por outro lado, ela está apaixonada pelo charmoso chefe Daniel Cleaver (Hugh Grant), que se encaixa perfeitamente no perfil “homens errados” que ela tanto quer evitar.

Já escrevi dois textos sobre esse filme aqui no blog e acho que não tenho muito mais coisas para falar a respeito dele, mas preciso dar continuidade a minha lista de filmes favoritos. Então vamos ao número três: O Diário de Bridget Jones.

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Vi esse filme pela primeira vez quando ainda estava no colégio, aos 14 anos. Como já comentei no meu texto sobre The Rocky Horror Picture Show, eu não era exatamente o que se pode se chamar de normal ou popular. Nessa idade eu estava certa de que morreria sozinha, sem nunca ter tido um namorado. Garotas de 14 anos conseguem ser bastante dramáticas quando estão dispostas. Assisti com a minha dinda e logo na abertura eu já sabia: eu era Bridget.

No meu primeiro texto sobre o filme aqui no Judas, comentei que o que faz de Bridget uma personagem tão adorada é o fato de ela ser uma mulher normal, com qualidades e falhas. Mas não é só por isso que gosto deste filme. O Diário de Bridget Jones é uma excelente adaptação do livro de Helen Fielding e consegue capturar o espírito dos personagens. Acho que isso se dá ao fato de que a diretora Sharon Maguire e o roteirista Richard Curtis são amigos de longa data de Fielding. Eles souberam criar algo completamente novo e mesmo assim mantiveram a ideia original intacta. Deram ao livro o tratamento respeitoso que este merecia.

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As atuações são de tirar o chapéu. Apesar de Colin Firth e Hugh Grant estarem muito bem em seus papéis (foi a primeira vez que Grant interpretou um vilão e o papel de Darcy foi escrito especialmente para Firth), o ponto alto do filme é Renée Zellweger. A atriz texana ficou assustada quando a chamaram para interpretar um papel tipicamente inglês e recebeu diversas críticas dos fãs do livro antes do filme ser lançado. A atriz se mudou para Londres para se preparar para o papel, chegando a trabalhar em uma empresa lá sem ser reconhecida. Renée mergulhou tão bem no papel que Hugh Grant não sabia que ela não era inglesa.

O filme mescla momentos mais tensos ou tristes com piadas engraçadas, sem beirar para o mau gosto. Tudo é visto pelos olhos da personagem título e por isso tudo é levemente mais exagerado do que realmente seria. Mark é perfeito, Daniel é hilário, a mãe é inconsequente, e por aí vai. O Diário de Bridget Jones é um filme hilário com uma personagem principal forte e cativante, e é muito mais do que uma simples comédia romântica: é um retrato da vida moderna, da solidão e dos relacionamentos amorosos.

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Bridget Jones's Diary (2001)
Direção: Sharon Maguire
Roteiro: Helen Fielding, Andrew Davies, Richard Curtis
Elenco: Renée Zellweger, Colin Firth, Hugh Grant, Gemma Jones, Jim Broadbent, Shirley Henderson, Sally Phillips, James Callis

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