quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sessão de Horror ou Sessão Horrorosa?

Meus amigos e eu resolvemos passar a última sexta-feira 13 assistindo filmes de horror. Cada um escolheu um título e ficamos até às 4h olhando e debatendo. Os filmes escolhidos foram: A Casa (2010), Poltergeist (1982), Eden Lake (2008) e Halloween (1978).

La Casa Muda poster 1

Assisti A Casa sem saber muito o que esperar. Sabia que era uma casa, por causa do título, e que tinha uma mulher assustada nessa casa, por causa do pôster. E é basicamente sobre isso que o filme fala. O filme uruguaio foi gravado todo em uma tomada, o que é bastante admirável, e tem uma ótima atuação da atriz Florencia Colucci. E só. Cheio de cenas tediosas, um final confuso e sustos fáceis, A Casa é um filme que poderia ter sido bom se não tentasse posar de alternativo ao mesmo tempo em que rouba clichês de vários outros filmes do gênero. Outra coisa que me incomodou bastante foi a trilha musical, que diversas vezes quebra o clima. Foi, com certeza, o pior filme da noite.

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Depois assistimos Poltergeist. Vi este filme pela primeira vez quando tinha 14 anos e fiquei bastante assustada (especialmente com a cena do palhaço). Olhando novamente agora notei uma coisa que me deixou um pouco perturbada: Poltergeist é um filme de horror para famílias. Não me assustei em nenhum momento durante todo o filme (ok, admito que fechei os olhos na cena do palhaço, mas foi só isso) e achei os efeitos especiais bem medíocres. Não é um filme ruim e consigo ver o porquê de sua fama. Mas não mais o considero como um filme de terror.

eden lake poster

Eden Lake foi uma grande surpresa. Não esperava nada dele e nem ao menos sabia sobre o que se tratava. Apesar de eu ter ficado desapontada com a temática (violência infantil causada pelo ambiente onde estas crianças vivem) por ser algo tão clichê e cansativo, gostei muito de como o filme foi tratado. Seu principal mérito são os atores principais Kelly Reilly e Michael Fassbender, que possuem muita química um com o outro, além de serem ótimos atores. Sempre gostei bastante de Kelly Reilly e Michael Fassbender me chamou a atenção com X-Men: Primeira Classe (sendo ele a única coisa boa em todo o filme). O diretor James Watkins soube criar um clima tenso e perturbador, e o final, em relação a temática, não poderia ser mais perfeito.

halloween

Por fim, a grande decepção da noite: Halloween. Este é um daqueles filmes que nunca havia assistido por ter medo e que estou assistindo aos poucos (só falta Boneco Assassino). Eu tinha uma imagem bem clara sobre ele na minha mente e vi esta imagem sendo destruída a medida que o filme ia passando. Para começar, Michael Myers deve ser um dos serial killers mais idiotas de todos os tempos. Ele não possui motivação alguma, apresenta uma super força e agilidade praticamente impossíveis, e nenhum carisma (ao contrário de Jason e Fred). Entendo que John Carpenter quis criar um personagem enigmático e sobrenatural... Mas então, para que dar um background para ele?

A personagem principal, Laurie, não tem personalidade e não podia ser mais sem graça. O que é algo incrível, considerando que ela é interpretada por Jamie Lee Curtis! Por fim, o que mais me irritou foi a trilha sonora. Achei as músicas maravilhosas, mas o uso delas é tão forçado que cansa. A trilha praticamente te diz como você deve se sentir. Aqui você tem que se assustar, viu? Não erre! Uma das músicas, Laurie's Theme, é exatamente igual ao início de All I Care About da trilha de Chicago! Passei o filme todo cantarolando “we… want… Biiiillyyyy!!”. Já estava esperando que Jamie Lee Curtis aparecesse na janela cantando (e gemendo) “I… want… Miiiiikeeeee!!!”. Onde está John Kander quando precisamos dele?

É bem óbvio que Carpenter bebeu bastante da fonte de Hitchcock e o próprio diretor admite que contratou Jamie Lee Curtis por ela ser filha de Janet Leigh. Não sei se isso me agrada ou me irrita. Tudo bem que a maioria dos diretores de horror roubam as ideias de Hitchcock, mas ver isso num filme que tem um grande potencial e não o usa me deixa bastante chateada. O filme tem seus méritos, mas foi uma decepção gigantesca.

All I care about

***

Agora, mantendo o mesmo assunto... Para quem gosta de filmes de horror, entre os dias 23 e 26 de janeiro acontecerá em Porto Alegre o curso de História do Cinema de Horror, com Carlos Primati. As inscrições podem ser feitas no site da produtora Cena UM e o valor é de R$120.

eden-lake

La Casa Muda (2010)
Direção: Gustavo Hernández
Roteiro: Oscar Estévez
Elenco: Florencia Colucci, Abel Tripaldi, Gustavo Alonso

Poltergeist (1982)
Direção: Tobe Hooper
Roteiro: Steven Spielberg, Michael Grais, Mark Victor
Elenco: JoBeth Williams, Heather O'Rourke, Craig T. Nelson, Heather O'Rourke, Zelda Rubinstein

Eden Lake (2008)
Direção: James Watkins
Roteiro: James Watkins
Elenco: Kelly Reilly, Michael Fassbender, Tara Ellis

Halloween (1978)
Direção: John Carpenter
Roteiro: John Carpenter, Debra Hill
Elenco:  Donald Pleasence, Jamie Lee Curtis, Tony Moran

4 comentários:

Pinu disse...

We.... want... Myyyyyyyers

K... I... Double L, WHYYYYYYYYYYYYYYYYYYY????

Agora toda vez que vir vídeos e fotos do Michael Myers, vou pensar, "All he cares about is looooove!"

Paloma Rodrigues disse...

Loma: Ladies and Gentlemen, presenting the silver-knife prince of the killing room, the one, the only Michael Myers!!

Michael: I don't care about expensive things. Cashmere coats, diamond rings don't mean a thing... All I care about is killing!

Girls: That's what he's here for!

Pinu disse...

"I don't care about ripping guts,
cutting throats, kicking nuts,
Don't mean a thing,
All I care about is love!

(All he cares about is love!)"

Taí um filme que eu veria!

Paloma Rodrigues disse...

Pronto!!! Agora com essa montagem, o texto está completo.

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