sábado, 21 de janeiro de 2012

As Aventuras de Tintim

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Quando um jornal francês comparou Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida com as aventuras do jornalista Tintim, de Hergé, Steven Spielberg sabia que teria que dar vida as histórias em quadrinhos do artista. Mais de 30 anos depois, o diretor realiza o seu sonho e As Aventuras de Tintim chega às telas de cinema. A primeira animação realizada por Spielberg conta com uma equipe apaixonada pelos quadrinhos de Hergé: Steven Moffat , Edgar Wright e Joe Cornish ficaram com a responsabilidade de criar um roteiro digno dos quadrinhos e já estão trabalhando na continuação, que será dirigida por Peter Jackson, produtor da primeira parte.

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A ideia de fazer um filme com captura de movimento ao invés de live-action veio de Jackson, que acredita que nenhum ator faria justiça ao personagem. O longa mistura dois livros da série, O Caranguejo das Tenazes de Ouro (que conta como Tintim e o Capitão Haddock se conheceram) e O Segredo do Licorne (onde os dois personagens saem em busca de um tesouro). As Aventuras de Tintim começa com o personagem título comprando um barco em miniatura em uma feira. Mas a peça parece conter algum segredo e Tintim passa a ser perseguido. Depois de salvar Capitão Haddock das mãos dos malfeitores, os dois (acompanhados do fiel cachorro Milu) partem em busca de um tesouro há muito tempo perdido.

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Quando fiquei sabendo que o filme seria em 3D fiquei com um pé atrás. Achei que a tecnologia iria destruir a obra de Hergé e que teríamos mais um besteirol americano cheio de explosões e nenhuma personalidade. Estava enganada. O filme não só captura com excelência a alma dos livros como também resulta em uma obra divertida e nem um pouco tediosa. Fãs mais puristas podem se incomodar com a quantidade de ação que o filme tem, mas a mim não incomodou. Poderia sim ter mais cenas com os personagens e suas idiossincrasias, mas isso não chega a ser um problema.

O trabalho de captura de movimentos está excelente e várias cenas parecem tão reais que acabava esquecendo que aquilo era uma animação. As dublagens também estão ótimas, tendo Jamie Bell como Tintim, Andy Serkis como Capitão Haddock, Daniel Craig como o colecionador de arte Rackham, e os amigos Nick Frost e Simon Pegg como os atrapalhados Thomson e Thompson (ou Dupond e Dupont, dependendo da versão que você assistir). Mas o ponto alto do filme é o cãozinho Milu (Snowy na versão americana) e seu relacionamento com os humanos. Milu parece estar sempre um passo a frente dos demais personagens e é bastante divertido vê-lo tentando se fazer entender.

As Aventuras de Tintim é um filme divertido e digno da sua versão original. Quem é fã dos quadrinhos, não pode perder.

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The Adventures of Tintin (2011)
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Steven Moffat, Edgar Wright, Joe Cornish
Elenco: Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg

5 comentários:

Pri Zorzi disse...

Fiquei bem surpresa quando descobri que existe equivalente ao filme em meio aos episódios do desenho animado. Não lembro quase nada dessa série, mas lembro que eu adorava!

Fiquei com um pé atrás quando soube que seria animação 3D também... mas logo me acostumei com a idéia e agora tô curiosa pra conferir. Não me incomodo com as cenas de ação porque acho bem limitado pensar que esse tipo de seqüência desqualifique um filme, tudo depende da forma como for feito.

A única coisa que me incomodou é que pelas fotos que vi do filme o Tintin parece uma criança! No original ele até já é um repórter, sempre me pareceu mais com um jovem adulto (#thesims) do que com uma criança. Mas pode ter sido só uma impressão, vamos conferir.

Ah... E gosto muito do fato de que quando veio pro Brasil o desenho manteve os nomes originais franceses, sem essa mania americana besta de renomear tudo.

Enfim, tô bem ansiosa pra esse :)

Paloma Rodrigues disse...

Sobre a "mania americana besta de renomear tudo"... Eu não criticaria muito os americanos por isso, porque aqui no Brasil fazem a mesma coisa. Kermit vira Caco, o senhor incrível se chama Roberto Pera (!!), a Mrs. Potts virou Madame Samovar... E por aí vai. Até em Tintim... Onde o Milou virou o Milu. Que diferença ia fazer um o a mais eu não sei.

Senhor K. disse...

No caso do nome do Milou, a "tradução" é na verdade uma transcrição fonética, coisa pra garantir que os leitores brasileiros não ficassem lendou "milôu". Já basta o fato de que ninguém chama a personagem principal de "tantã" como os franceses pronunciam.

Não vi o filme ainda, mas qualquer coisa com assinatura do Steven Moffat eu gosto meio que por princípio.

Paloma Rodrigues disse...

Isso é verdade!

Em "O Pequeno Nicolau" eles fazem bastante isso também. Deixam os nomes mais aportuguesados.

E esqueci de Harry Potter!!! Nossa... As crianças podem dizer Hermione, mas não podem dizer James? o_O

Pri Zorzi disse...

É, Harry Potter é o clássico do "por que diabos tão renomeando isso?!"... Acho bem besta essa mania aqui no Brasil ou nos Estados Unidos, mas é fato que eles fazem isso sempre.

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