sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Eu Queria Ter a Sua Vida

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A primeira coisa que pensei quando vi o pôster deste filme foi: O que, exatamente, eles fizeram para que esta seja “a troca de corpos definitiva”? Está bem, essa não foi a primeira coisa. A primeira foi: Meu Deus, a cara do Ryan Reynolds. Mas enfim, a minha ideia sobre o porquê da frase é que os diretores/roteiristas estavam cansados de ver tanto filme de troca de corpo, a maioria meia boca (alguns péssimos, pouquíssimos bons), e decidiram criar um filme de troca de corpo tão ruim que ninguém mais teria coragem de fazer outro. Filmes de troca de corpo virariam um subgênero cinematográfico underground, com alguns fiéis seguidores. De repente, a troca entre homem/mulher, namorado/namorada, mãe/filha, marido/esposa, pai/filho, dono/cachorro, velho/jovem já não mais seria suficiente, e os criadores destas obras seriam obrigados a pensar antes de fazer um filme e, por consequência, o público também teria que fazer isso para assistí-lo.

Ao assistir Eu Queria Ter a Sua Vida (que ficou poucas semanas em cartaz na cidade onde moro) confirmei minhas suspeitas. Jason Bateman interpreta Dave Lockwood, um advogado pai de família que acredita ter desperdiçado sua juventude, e Ryan Reynolds é Mitch Planko, ator meia boca que passa seus dias se drogando e procurando mulher. Sério? Eu jamais imaginaria isso pelo pôster!!

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Why the face??

Os dois são amigos de colégio e depois de uma bebedeira, confessam que gostariam de ter a vida do outro. E como num passe de mágica, os dois acordam na manhã seguinte com os corpos trocados.

O filme brinca um pouco com os clichês, tenta reinventar algumas piadas e adiciona um toque de humor negro, mas não consegue ser verdadeiramente engraçado. Nem Jason Bateman nem Ryan Reynolds são bons o suficiente e, quando precisam interpretar um ao outro, parecem desconfortáveis com os papéis. Adoro ambos os atores, especialmente Bateman, porém aqui eles não conseguem convencer. Filmes como Quero Matar Meu Chefe, Juno, Enterrado Vivo e A Proposta representam muito mais o talento e carisma destes atores.

As piadas de humor negro não chegam a ser engraçadas e servem apenas para causar desconforto em quem assiste, e as piadas “normais” são meramente engraçadinhas. A história não chega a ser ofensiva, mas também não adiciona nada de novo para quem já assistiu os mais de 90 filmes sobre esse assunto. Acredito que a pior coisa que se pode dizer sobre um filme é que ele não te adiciona em nada. Sair do cinema exatamente igual a quando você entrou, e é isso que Eu Queria Ter a Sua Vida é. Um filme vazio e óbvio, que não vai a lugar nenhum e nem ao menos serve para dar umas boas risadas e distrair uma mente cansada. Se este era o objetivo dos criadores, parabéns! Se não era, bem... Esta na hora de começar a usar a cabeça.

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The Change-Up (2011)
Direção: David Dobkin
Roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
Elenco: Jason Bateman, Ryan Reynolds, Olivia Wilde

Um comentário:

Andrea Pérez Ulloa disse...

Os filmes são David Dobkin ótimos, há vários que eu gostava, eu sempre pensei que ter um toque de carisma. Eu vi o filme chamado The Judge, interpretado por Robert Downey Jr. e Robert Duvall, este filme me fez pensar sobre o valor que as pessoas têm em nossas vidas, o quão importante eles podem ser e relevância para corrigir os problemas que temos com eles, porque um dia você pode ir e não voltar. Grande filme

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