quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quero Matar Meu Chefe

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É engraçado pensar que, mesmo dentro de todos os estereótipos apresentados em Quero Matar Meu Chefe, é possível encontrar retratos da vida real. A história gira em torno das desventuras de Nick (Jason Bateman), Dale (Charlie Day) e Kurt (Jason Sudeikis) e de seus chefes insuportáveis. O chefe de Nick é um psicopata narcisista (Kevin Spacey), que obriga o seu empregado a trabalhar o dobro para ser promovido, mas não só não lhe promove como lhe dá uma fama de alcoólatra mentiroso.

Kurt, por outro lado, adora seu chefe (Donald Sutherland). Mas quando ele morre, seu filho viciado em cocaína (Colin Farrell) assume o cargo, ameaçando a empresa, os outros funcionários, Kurt e a vida de centenas de bolivianos.

Dale é assistente de uma dentista (Jennifer Aniston) que o assedia sexualmente e tenta lhe chantagear com fotos obsenas que ela tirou quando ele estava dopado. O problema de Dale pode parecer o mais fácil de lidar, especialmente quando olhamos para o estereótipo masculino presente em todas as comédias deste gênero. O que deixa a personagem verossímil é sua personalidade muito bem construída pelos roteiristas. O maior sonho de Dale é ser um bom marido e ele está apaixonado por sua noiva (Lindsay Sloane).

Os três amigos decidem acabar com seus problemas de uma vez por todas: como a economia não permite que eles se demitam, eles contratam um matador de aluguel, Dean Motherfucker Jones (Jamie Foxx). Quero Matar Meu Chefe é uma comédia divertida ao estilo Se Beber Não Case, sem se tornar apelativa de mais ou ofensiva. Os realizadores souberam dosar o mau gosto, o exagero e os clichês com momentos divertidos e até mesmo identificáveis.

Não passei sequer um minuto deste filme sem pensar em um dos meus ex-chefes, o maior psicopata que já conheci na vida. Essa pessoa, que não irei nomear, costumava se esconder atrás dos armários para espiar o que os funcionários estavam fazendo. Várias vezes eu ficava na sala de arrumar livros, trabalhando, e escutava ele se aproximando e parando perto da porta. Ele costumava se meter nos nossos assuntos, mexer nas nossas coisas, desarrumar o nosso trabalho e dizer que nós é que não estávamos fazendo direito. Deu um soco no meu computador porque ele não estava na “posição correta”. Leu um email pessoal meu para o meu namorado. O fim da picada (o que no filme leva as personagens a matar seus chefes e na vida real me levou a ter um surto psicótico e ficar duas semanas sem ir trabalhar) foi quando, depois de me fazer caminhar na chuva a tarde toda, ele roubou minha cadeira e fingiu que tinha sido o meu colega.

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O divertido neste filme não são necessariamente as piadas e sim tentar imaginar como aquele chefe horrível que todos nós já tivemos poderia se encaixar no meio de toda aquela loucura. E quem nunca se imaginou matando um chefe, que atire a primeira pedra.

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Horrible Bosses (2011)
Direção: Seth Gordon
Roteiro: Michael Markowitz, John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein
Elenco: Jason Bateman, Kevin Spacey, Charlie Day, Jennifer Aniston, Jason Sudeikis, Colin Farrell, Jamie Foxx, P.J. Byrne, Lindsay Sloane, Julie Bowen

3 comentários:

Juliano Moreira disse...

hahah
Muito bom o quadrinho.

E é legal mesmo a participação do Jamie, né? haha
É o tipo cômico ingênuo, bem atrapalhado.

Pri Zorzi disse...

Acho que esse tipo de filme (se bem feito, pelo menos) tende a ter uma aceitação muito grande porque é uma situação pela qual todo mundo já passou. Não conheço ninguém que nunca tenha tido um chefe babaca na vida, mesmo que um só. E tem certas categorias de pessoas que a gente já tem uma tendência natural a não gostar, tipo chefes, professores e pais. Enfim, gente que manda na gente e nem sempre faz isso da maneira mais humana e lógica :P

Carmen Arroyo Flores disse...

Gostei ver Jason Sudeikis no filme Race. Os filmes que são baseados em eventos reais são muito inspiradores, eu realmente gosto de conhecer essas histórias e revivê-las no cinema é uma experiência maravilhosa. Sempre este tipo de produções deixa uma ótima aprendizagem. Desta vez fiquei encantada com o filme Raça, a história é realmente bonita. O elenco faz um ótimo trabalho

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