sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Hugh Jackman segura taxi com seu velho James Roger

Da série “Notícias super importantes para o nosso futuro”:

Super Homem

Me pergunto o que aconteceria se ele tivesse realmente pego o taxi.

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E, enquanto isso, dentro das calças dele:

“Hugh Jackman dá apelido estranho para seu pênis
Leia aqui.

Algumas pessoas têm o hábito de dar apelidos para seus órgãos sexuais e os nomes escolhidos, em geral, são bastante inusitados. Mas Hugh Jackman superou as expectativas.

O ator, que está em turnê promocional de X-Men Origins: Wolverine, contou a uma repórter que teve que ficar nu para rodar uma cena do filme, mas suas partes íntimas foram cortadas da edição final do longa.

Segundo o Sydney Herald, Hugh disse: ‘É um filme PG-Rated (menores de 13 anos entram, mas acompanhado dos pais). Por isso, o velho James Roger lá embaixo não pôde ser mostrado na telona’.”

Hugh Grr 02

Aproveito este post para tornar pública uma carta que escrevi para Hugh, depois de um momento de agonia e tensão.

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"Caro Señor Jackman.

Estou há muito tempo querendo ter uma conversa séria com o senhor a respeito do filme X-Men Origins - Wolverine. Espero que seja do seu conhecimento que nunca mais tive uma noite de sono decente depois que vi o filme e reparei que não existe um pênis na cena da cachoeira. Não que eu queira ficar olhando para o seu pênis, meu senhor, nada disso. Até porque, sei que aquele ali não é o senhor e sim uma versão digitalizada mal feita.

like thisPrint de uma cena de X-Men Origins - Wolverine

Acontece que esta bendita cena é anatomicamente inapropriada e o senhor deveria ter vergonha disso. Deixe me explicar melhor... O senhor (posso chamá-lo de Hugh?) alguma vez na sua vida viu um homem nu pulando?

miscE eu cresci brincando com isso!

Um dia terei coragem de falar tudo o que penso a respeito desse filme, mas deixo aqui minha insatisfação quanto a essa afronta a minha inteligência. Um dia Hugh, e esse dia chegará, lhe prenderei em um quarto e lhe obrigarei a pular mil vezes do beliche, pelado, até que aprenda essa lição.

Por fim, sugiro que vá até o senhor Aronofsky e lhe fale a respeito do pinto sumido.

Sem título Sem mais,

Paloma Rodrigues - Fã"

blaaaa

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Burlesque

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Quando eu tinha 14 anos, passei por uma fase Renée Zellweger fortíssima, com direito a álbum de fotos e notícias, pôster na parede e filmes na prateleira. Na época ainda era difícil conseguir filmes mais antigos e desconhecidos, por isso eu contava totalmente com a boa vontade de locadoras de bairro. Um dia, fui a uma loja de R$1,99 e encontrei para vender o VHS de O Massacre da Serra Elétrica - O Retorno (94), um dos primeiros trabalhos da atriz.

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É o pior filme que já vi. Tudo nele está errado. Os personagens, os cenários, a história... Tudo.  Mesmo assim, esse é um dos meus favoritos e o filme que me levou a escrever sobre cinema. Também é o filme que deu a Renée a carreira que ela tem hoje.

11406127_galNa época que o Matthew McConaughey usava roupa 

O que me faz gostar tanto dele é que, apesar de mal feito, é divertido. Os erros são tantos que não tem como não achar engraçado. Dou gargalhadas cada vez que o Leatherface, que aqui parece mais uma tia velha do que um assassino, surge em cena. Quase morro quando Renée, para fugir da serra elétrica, sobe em uma antena (!!!) e cai do outro lado, usando uma roupa completamente diferente.

11399170_gal“Ahh! Tire esta máscara de plástico do meu rosto!”

O que senti após olhar Burlesque foi o mesmo que senti quando olhei O Massacre da Serra Elétrica - O Retorno. Assisti ao filme com uma amiga e passamos todos os 119 minutos intercalando risos com gargalhadas. Peço desculpas a ela se por acaso roubar alguma piada aqui, mas já não sei mais o que fui eu, o que foi ela e o que foi o filme. Tudo se tornou uma coisa só. Tudo pelo amor à Burlesque.

Burlesque conta a história de Ali (Christina Aguilera), uma garota pobre e órfã de Iowa, que sonha em ser dançarina profissional. Ela vai para Los Angeles em busca de seu sonho e encontra o Burlesque, uma casa noturna glamorosa e extremamente irreal. A dona do Burlesque é Tess (Cher), mulher que nunca escuta nada que ninguém fala e quando escuta pela vigésima vez, finge que é uma grande novidade. Tess se nega a dar um emprego à Ali, mas esta trabalha lá mesmo assim. Tess é o tipo de mulher que se faz de durona (talvez pelo fato de não conseguir mais movimentar os músculos do rosto), mas nós sabemos que ela dará uma chance à Ali.

Burlesque-movie-best-movies-ever-cher Ou talvez ela apenas jogue Ali embaixo de um trem

“Nós sabemos” poderia ser a frase do pôster desse filme. Nós sabemos que Ali irá sair de casa; nós sabemos que Tess dará uma chance; nós sabemos que Jack (Cam Gigandet), o bartender “gay”, irá se apaixonar por Ali; nós sabemos que ele não é gay; nós sabemos que no fim Tess irá conseguir dinheiro para salvar o Burlesque das mãos de Marcus (Eric Dane); nós sabemos que Marcus é mal. E nós sabemos que metade desse elenco não deveria estar nesse filme.

Fui ao cinema sabendo que Burlesque seria péssimo, mas tive dois motivos para querer vê-lo mesmo assim. O primeiro é que adoro a Cher. Culpo a sessão da tarde por isso. Cher sempre foi meu Transformer travesti favorito e vê-la novamente em cena, cantando, me deixou feliz. Cher só canta duas músicas em todo o filme.

145215__cher_lTalvez Jack devesse ajudar! 

O outro motivo é que amo musicais. O que é excelente, já que Burlesque copia descaradamente todos os musicais possíveis. A cena da luz vindo da porta e a garota com super poderes da dança escondidos de Flashdance? Está lá. O treinamento de dança no meio da rua de Dirty Dance? Óbvio. O estilo de Chicago (com metralhadora de plástico e tudo)? Muito bem. O drama de Showgirls? They got AIDS and shit. O número musical de Os Homens Preferem as Loiras, ao estilo Moulin Rouge? Correto. O jornal na cabeça de The Rocky Horror Picture Show? Também está lá. Mas o musical que esse filme mais copia é Cabaret. Não sei dizer exatamente porque, mas vejo elementos do filme o tempo todo, até mesmo quando não são tão óbvios.

Burlesque_Movie_stills_19 Se eles parassem de dançar com cadeiras o tempo todo eu conseguiria pensar o que é que tem de tão parecido com Cabaret…

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Não me incomodaria em nada um filme que homenageasse outros musicais, mas não é o caso. Aquilo que nos é apresentado não é uma homenagem. É uma tentativa frustrada de fazer novamente algo que deu certo, mas errando por todo o caminho. É como se eu fizesse um remake de E o Vento Levou..., com o Shia LaBeouf e a Miley Cyrus nos papéis principais, com um roteiro escrito por macacos.

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Mas não é só de plágio mal feito que se faz um musical ruim. Temos Eric Dane, Alan Cumming, Kristen Bell, Stanley Tucci e a Cher (!!!) e o filme se foca completamente na Christina Aguilera. Isso não deveria ser permitido nem nos anos 90. Tudo bem que ela seja a personagem principal, mas isso não justifica dar três palavras soltas para Alan Cumming em todo o roteiro, não deixar nem ele nem a Kristen Bell cantar, transformar o Stanley Tucci num garanhão italiano, deixar o Eric Dane de roupa e fazer a plateia esquecer que a Cher está no filme.

Burlesque-Movie-Trailer-2-Official-HD Porque se é pra olhar por duas horas para uma mulher com apenas uma expressão facial e peruca, prefiro que seja a Cher

Os números musicais são tão insignificantes que apenas um não é interrompido por diálogos sem importância sobre como Ali sonha em ser dançarina ou como Jack a ama, apesar de ser noivo da Quinn (Dianna Agron) do Glee.

GleeDiannaAgron

E aí temos os personagens sem contexto, que são o que são apenas por ser. O personagem de Eric Dane, Marcus, quer comprar o Burlesque e destruí-lo para que um prédio gigantesco seja construído no local. Isso faz dele um homem mal e desprezível. Só que tudo indica que o Burlesque é um lugar relativamente novo e que, com o os US$2 milhões que ele está disposto a pagar, Tess pode muito bem comprar um clube novo e tentar se restabelecer financeiramente.

Nikki, vivida por Kristen Bell, é ruim e invejosa, mas nós sabemos que ela irá se redimir no final do filme. Acontece que ela nunca faz nada de errado. Todos pegam no pé dela o tempo todo e quando Ali chega ao Burlesque, diz para Nikki que ela se parece com um travesti. O que não faz sentido, porque ela é a única mulher com cara de mulher em todo o clube! Tess tira o número musical de Nikki e dá para Ali. Ali rouba o namorado de Nikki, Marcus. Por fim, a “vilã” é demitida porque também quer ter a chance de cantar ao vivo. Deus, ela é tão desprezível que eu sinto vontade de vomitar.

meanBitch!

Sean (Stanley Tucci) parece ser apaixonado por Tess, mas ele é uma parada gay ambulante. Eu só sei que o nome do personagem do Alan Cumming é Alexis porque olhei no IMDb. E Coco (Chelsea Traille) é mencionada o filme inteiro, mas nunca aparece em cena. A câmera chega a se afastar de seu rosto quando a personagem vai falar alguma coisa.

Mas a pior parte são os números musicais. Vejam bem, no Burlesque, o clube, ninguém realmente canta. As dançarinas dublam musicas famosas, enquanto fazem piruetas pelo palco. A única que canta de verdade é Tess. Isso não impede que os microfones fiquem ligados e que tenha uma banda lá. Talvez a banda seja paga para esperar a única apresentação de Tess. Ou então eles estão tocando air band.

bryan-adams-air-band

Só que ninguém informa que as músicas são dubladas até metade do filme. Isso não seria um problema se as músicas que deveriam ser ao vivo (as que Tess e Ali cantam) não fossem tão horrivelmente porcamente pavorosamente dubladas também! Não tem diferença alguma entre um número e outro. Então para que colocar atores que cantam bem, dublando a voz de outras pessoas?

meanAposto que tudo culpa da Nikki… Bitch! 

A única música que não é assim e, por coincidência ou não, a única realmente boa, é You Haven't Seen the Last of Me, interpretada por Cher, que realmente a cantou ao vivo. O interessante é que sua letra fala sobre como Cher foi obrigada e empurrada ao seu limite, mas que ela irá suportar até o fim. Isso criou teorias sobre como ela estava sentada no set de filmagens, pensando o que diabos estava fazendo ali, se realmente valia a pena participar desse filme e então resolveu cantar para liberar seus demônios. Steve Antin, o visionário que criou essa obra prima, estava passando e resolveu gravar o que via. Nunca, em toda a história do cinema, se viu uma música que relatasse tão bem os dilemas de seu interprete. O legal é que ela não tem nada a ver com o resto do filme.

Tudo em Burlesque é horrível. Não um horrível horroroso ao estilo Crepúsculo ou Avatar, mas um horrível engraçado. É divertido procurar falhas nele, especialmente as menos berrantes, como Ali ter um cartão postal do prédio furreco onde ela mora e ter se preparado para mandar para alguém e desistido, apesar de ser improvável que exista um cartão postal do prédio dela e de ter ficado bem claro que ela não tem ninguém para enviar tal cartão. Ou como Kirsten Bell passa todo o filme fazendo cara de má, sendo que ela é “mais doce que um pudim de Shirley Temple”. Ou como a música que toca quando Ali está imitando Dirty Dance e que também toca nos créditos finais tem a mesma melodia de The Beautiful People, do Marilyn Manson. Ou como Ali rouba dinheiro do antigo emprego dela e nunca mais ninguém menciona isso.

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Mal posso esperar para assistir Burlesque de novo, comprar o DVD e obrigar todo mundo a assistir. Ele serve tanto de diversão para dias chuvosos como para castigo ou vingança.

Burlesque (2010)
Direção: Steve Antin
Roteiro: Steve Antin
Elenco: Cher, Christina Aguilera, Alan Cumming, Eric Dane, Cam Gigandet, Peter Gallagher, Kristen Bell, Stanley Tucci

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Caça às Bruxas

Atenção: contém spoilers

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Como foi que Nicolas Cage passou de um ator bom para um "guilty pleasure" (algo que faz com que você se sinta culpado por gostar)? Tenho certeza de que algum dia ele fez algum filme bom... As lembranças são vagas, mas existem. O que aconteceu com o ator de Adaptação, O Senhor das Armas, Os Vigaristas, Um Homem de Família, Cidade dos Anjos e tantos outros? Tenho certeza de que o vi, em algum lugar, em Kick-Ass! Quem é esse ser que gosta de pousar ao lado do fogo usando Mullets?

Caça às Bruxas é mais uma prova de que Cage precisa de uma intervenção urgente. Alguém precisa ajudá-lo a sair dessa vida de filmes ruins e previsíveis, que só servem para fazer com que a carreira dele seja destruída. As gerações futuras não saberão quem é Nicolas Cage. Minhas sobrinhas irão se referir a ele como "aquele cara que está em todos os filmes ruins". E elas jamais saberão quem é esse homem:

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Porque, para elas, esse é o verdadeiro Cage:

Ziegfeld Theater

Behmen (Cage) e Felson (pelo amor de Deus, Ron Perlman, você fez Ladrão de Sonhos!) são dois cavaleiros cruzados, que perdem a fé depois que se dão conta de que mataram mulheres e crianças. Claro que eles só se dão conta disso depois de inúmeras mortes, quando uma mulher morre em câmera lenta. Mas o que importa é a intenção.

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Os dois tentam se esconder em uma cidade onde um Christopher Lee em fim de carreira pede para que os dois levem uma jovem, que foi acusada de bruxaria, para ser julgada por monges. Ela pode ser a verdadeira causa da peste negra e apenas o livro de algum santo que não me lembro o nome poderá salvar a humanidade.

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  Why, Christopher Lee, whyyyyyyyyy?

O filme até poderia ser divertido se não fosse pelo fato de ser tão óbvio e ter detalhes absurdos que nem mesmo uma bruxa poderia explicar. Se ela precisa chegar ao monastério, porque não vai sozinha? Se ela é tão poderosa, porque não se solta da prisão?

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Por que ela salva o garoto quando ele vai cair do penhasco? Por que o roteirista acha que as Cruzadas foram no século XIV, quando todos sabem que elas aconteceram entre os séculos XI e XIII? Por que esse filme se passa na Europa, se todos os personagens têm sotaque americano? Por que a frase do filme é "Nem todas as almas podem ser salvas", se a menina possuída se salva no final? Por que o filme alega que certas cenas se passam na "costa da Estíria", se a Estíria nem costa tem? Por que as pessoas que são contaminadas pela peste negra ficam parecendo os mutantes de Viagem Maldita? Será que ninguém sabe que esses não são os sintomas da peste? E como é que a garota diz que ela irá narrar os acontecimentos do filme, pois ela estava lá e sabe o que aconteceu, se segundos antes ela disse que não se lembrava de Behmen?

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O diretor de Caça às Bruxas é Dominic Sena, que também dirigiu dois filmes dos quais gosto bastante: A Senha: Swordfish e Kalifornia. Ele conseguiu fazer um filme totalmente implausível, mas com bons efeitos especiais e com uma bela direção de arte. O ideal é entrar na sala de cinema e encarar a tela com um olhar vazio e mergulhar nos seus próprios pensamentos. Acredite, o filme em sua cabeça vale muito mais a pena.

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Season of the Witch (2011)
Direção: Dominic Sena
Roteiro: Bragi F. Schut
Elenco: Nicolas Cage, Ron Perlman, Claire Foy, Christopher Lee
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