segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Catfish

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A melhor coisa a se fazer antes de assistir Catfish, de Henry Joost e Ariel Schulman, é ficar longe de qualquer informação significativa sobre o filme. Por isso, sugiro que quem quer ver o filme, assista-o e depois volte a este texto. Se você é daqueles que gostam de um bom spoiler, existem vários textos a respeito do filme na internet.

Catfish estreou no Festival de Sundance deste ano e foi considerado um dos melhores filmes do evento. O que mais me chamou a atenção não foram as boas críticas (que não foram poucas) e sim todo o mistério em torno dele. E é essa a magia de Catfish. Quando assisti ao trailer, tive a impressão de que se tratava de um filme de horror. Mas quando li as críticas comecei a achar que era um romance ou quem sabe um drama. Tudo, em torno do filme, é completamente ambíguo.

Catfish é um documentário (?) sobre a amizade entre Nev Schulman, um fotógrafo nova-iorquino de 24 anos e Abby Pierce, uma artista prodígio de nove anos. Os dois começam a se corresponder via Facebook e email quando Abby manda por correio um quadro para Nev, uma representação de uma de suas fotos. Através de Abby, Nev conhece Angela (a mãe) e Megan (a irmã), com quem ele também passa a se corresponder.

Falar muito sobre o filme, como disse no início, pode estragar a história para aqueles que ainda não viram. Não acredito que ele vá estrear tão cedo no Brasil (se é que um dia irá estrear), por tanto sugiro que o procure na internet. Catfish é um filme único e tocante, que não te deixará esquecê-lo tão cedo. Roger Ebert disse em sua crítica de Catfish que “nós merecemos compartilhar felicidade neste mundo e, se nós fornecermos esta felicidade de uma forma que é solicitada e não machuque ninguém, será que é uma coisa ruim?” [tradução livre]. Depois de assisti-lo, volte aqui. Quero saber o que você achou.

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Catfish (2010)
Direção: Henry Joost, Ariel Schulman
Elenco: Nev Schulman, Ariel Schulman, Henry Joost, Angela Pierce, Vince Pierce, Abby Pierce

2 comentários:

Pinu disse...

O relógio do meu computador estava atrasado e, ao invés de começar a assistir o filme às 23h30, comecei às 00h30 (o que nunca faria num dia de semana). Quando começou o filme achei que ia ficar com sono e não veria até o fim, mas quando chega em determinado ponto o filme captura a atenção de tal forma que quando terminou às 2h da manhã eu estava completamente alerta, e mesmo depois de deitar fiquei acordada um bom tempo, pensando na história.

O filme é maravilhoso e verdadeiro, e nos leva num turbilhão de emoções.

Paloma disse...

Falou bonito! É bem isso mesmo.

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