sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Especial de Ano Novo do Judas!

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Sejam bem vindos a mais um especial de Ano Novo do Judas! Em 2010 tive 6.738 visitas aqui no blog, 4.866 a mais do que em 2009! A página mais visitada foi o texto sobre LazyTown e o texto de A Órfã continua dando dor de cabeça. O texto do Rá-Tim-Bum continua recebendo vários views, mas como já citei ele no texto do ano passado, deixo de fora. E, como de costume, aqui vai o Top 20 Melhores Keywords Utilizadas Para Entrar no Blog em 2010, um Top 20 patrocinado por Google Analytics (todos os erros de grafia foram mantidos).

Número 20

Show do U2: Não é exatamente uma palavra chave engraçada, mas foi uma das mais pesquisadas para entrar no Judas, graças a este texto.

Número 19

eu judas blog de cinema: Só faltava escrever “Eu, Judas, Blog de Cinema, Drogado e Prostituído”. Teve mais de 10 buscas com essas palavras.

Número 18

LazyTown: É incrível a quantidade de gente que acha meu site procurando por LazyTown. Já notei que não existem muitos textos sobre a série, especialmente em português, e acho que o meu deve ser o mais completo. Também é incrível perceber que existem muitas pessoas que não conhecem o IMDb. O que me deixa triste é que nenhuma destas pessoas comenta. Abaixo ao leitor passivo! A minha busca favorita foi “mostrar que sao os personagens do lazy town sem o personagens”.

Número 17

lindsay lohan cometeu: Deve ter cometido!

Número 16

adultos que fingem ser crianças por nanismo: Ah, estão aí as pessoas que me xingam no texto de A Órfã!

Número 15

por onde anda a atriz jessica canoletti: Procurei na internet e descobri que ela foi morar no Canadá, mas que retornou recentemente para o Brasil e agora tem uma clínica de yoga. Esse site aqui é bem bacana, trás algumas entrevistas com os atores da série e também o paradeiro de vários deles.

Número 14

por onde anda ilan mitchell-smith: O ator de Mulher Nota 1000 trabalha como professor na California State University Long Beach. De nada.

Número 13

"psicopata americano" alguem entendeu?: Eu entendi.

Número 12

a esposa do ator michael Kane: A esposa do Michael CAINE se chama Shakira Caine e ela foi Miss Guyana em 1967.

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Número 11

a malandrinha esqueceu a calcinha: Hahahahahaha! Olha que ela esquece mesmo, hein?

Número 10

Coisas sobre A Órfã: Sério, não aguento mais esse filme. Maldito dia em que resolvi assisti-lo! Tive que bloquear os comentários do blog porque os fãs vinham me importunar o tempo todo, me xingando e até ameaçando. Claro pessoal... Me xingar vai fazer eu gostar do filme!

Número 09

alan dias: dançarino sexual: Apresenta!

Número 08

assistir filme porno das panteras minha sobrinha e um avião: E a minha é um ser humano! Mas se a tua é um avião, devia levar ela no programa do Gugu!

Número 07

bananapeople: The Banana People!!!!

Sonho

Número 06

como baryshnikov consegui ser bailarino: treinando.

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Número 05

como se chamava o pai de judas? e sua namorada?: O Judas tem uma namorada?? Esse cretino!

Número 04

err dããã: Foi exatamente o que pensei.

Número 03

feitiço para ser o melhor dançarino: O Judas mandou dizer que não existem feitiços para isso. O que ele fez foi pegar as moedas de prata que ganhou e pagar aulas de dança. E algo me diz que a pessoa que pesquisou isso é a mesma que queria saber como o Baryshnikov sabe dançar.

Número 02

filme frances com uma boneca inflável em 1975: Não achei que filme é esse, mas se encontrar, aviso.

Número 01

como trabalhar como crítica de cinema?: Assim:

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Bom, mais um ano chega ao fim! Desejo a todos um ótimo 2011 e um 2012 ainda melhor. Até ano que vem!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Thirty-five books that I plan to read in 2011, that will make me a better person (though I know I'm better than everyone else)

01) How to Raise Your I.Q. by Eating Gifted Children

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02) The Big Coloring Book of Vaginas

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03) The Bijou Cock Coloring Book

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04) Pornogami: A Guide to the Ancient Art of Paper-Folding for Adults

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05) Gangsta Rap Coloring Book

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06) All My Friends Are Dead

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07) How To Start Your Own Country

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08) The Faggiest Vampire – A Children’s Story

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09) Anybody Can Be Cool-- But Awesome Takes Practice

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10) How To Survive a Robot Uprising: Tips on Defending Yourself Against the Coming Rebellion

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11) Apocalypse How: Turn the End-Times into the Best of Times!

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12) How to Be Pope: What to Do and Where to Go Once You're in the Vatican

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13) Perfectionism: What's Bad About Being Too Good

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14) How to Live with a Huge Penis: Advice, Meditations, and Wisdom for Men Who Have Too Much

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15) Fart Proudly: Writings of Benjamin Franklin You Never Read in School

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16) How to Rule the World: A Handbook for the Aspiring Dictator

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17) The Fine Art Of Worrying

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18) A Practical Guide to Racism

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19) Men Are Better Than Women

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20) The Alphabet Of Manliness

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21) How to Make People Think You Are Normal

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22) I'm Having More Fun Than You

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23) I Hate Everything

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24) I Judge You When You Use Poor Grammar

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25) The Book of "Unnecessary" Quotation Marks: A Celebration of Creative Punctuation

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26) Cats Are Weird: And More Observations

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27) 50 Sad Chairs

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28) How to Confuse the Idiots In Your Life

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29) You're a Horrible Person, But I Like You

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30) How to Survive a Garden Gnome Attack: Defend Yourself When the Lawn Warriors Strike (And They Will)

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31) How to Stay Humble When You're Smarter Than Everybody Else

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32) What's Your Poo Telling You?

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33) Fuck This Book

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34) How to Cope When You Are Surrounded by Idiots...

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35) Insults and Comebacks for All Occasions (Lines for All Occasions)

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Entrevista com Luciano Ramos

Neste semestre que passou, precisei fazer uma série de entrevistas com profissionais da área que eu planejo trabalhar depois da formatura. Entrevistei Brad Jones, do Cinema Snob, e Carlos Primati, do Cine Monstro. O entrevistado de hoje é Luciano Ramos, um dos melhores críticos de cinema aqui do Brasil.

moiConheci o Luciano através de seu livro Os Melhores Filmes Novos, da Editora Contexto. Depois de ler seu livro, fui atrás de mais informações a respeito dele e encontrei seu blog Cinema Falado.

“Crítico de cinema da Rádio USP, no programa Cinema Falado. Professor dos cursos de pós-graduação em Crítica de Cinema, Jornalismo Cultural e Roteiro cinematográfico da Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo. Exerceu a crítica de cinema na Rádio Cultura, no Jornal da Tarde e na Folha de São Paulo. Foi editor do Guia de Filmes e Vídeo, da Editora Nova Cultural, e das revistas História Viva e Educação. Âncora dos programas Última Sessão de Cinema, Imagem e Ação, Panorama e Cine Brasil, na TV Cultura de São Paulo. Dirigiu o Departamento de cinema da Rede Bandeirantes. Autor dos livros Aparecida Senhora dos Brasileiros e José de Anchieta, Poeta e Apóstolo. Um dos autores de Cultura & Elegância. Roteirista das mini-séries Avenida Paulista e Moinhos de Vento, bem como da novela Champanhe da Rede Globo”. (perfil do blog Cinema Falado)

O programa Cinema Falado vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 12h20 e 18h20, e pode ser escutado pelo site da rádio USP.

O que/quem te motivou a trabalhar como crítico de cinema?

Isso foi em 1972! Nem lembro direito. Tinha um amigo que era o editor do Jornal da Tarde (no tempo em que era uma publicação de vanguarda) que me chamou: era o Maurício Kubrusly, hoje da Globo. Tinha acabado de entrar na Faculdade e fiz um teste. Passei.

O que foi mais difícil no início?

Fazer um texto minimamente atraente, nunca didático ou meramente opinativo.lucianoramos

Quem te ajudou e de que forma?

Xi... Não teve ajuda não. Mas ajudei muuuita gente, principalmente na TV Cultura e no Guia de Vídeo da Abril (que editei nos anos 80). Começaram ali: Rubens Ewald (Cultura), Sergio Rizzo, Marcos Petruccelli, Maneco Siqueira, Celso Sabadin, Paulo Gustavo Pereira, Christian Petterman, etc. No entanto, lembro que o Rubem Biáfora, que era o crítico do Estadão, me dava umas informações, tipo quem fez que filme. Ele era um IMDB ambulante.

O que conta mais: técnica ou criatividade?

Repertório. Traquejo. Cultura humanística.

O que está pensando para o futuro?

Concluir o doutorado na Unicamp, vender um monte de livro e encontrar um lugar legal para ensinar o que aprendi.

Quais são seus filmes favoritos?

Tá brincando?!? A quantidade de filme que assisti me obriga a ser eclético. Meu favorito é aquele que estou assistindo.

Qual conselho você dá para quem está começando a carreira?

Nem comece, mas já que começou, seja sempre fiel ao seu próprio gosto. No meu início tinha meia dúzia de 3 ou 4 críticos no mercado. Agora a categoria lota uma sala de cinema em dia de cabine com 3D, só em São Paulo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Fear, Anxiety and Depression

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Medo, ansiedade e depressão. Três palavras que dizem exatamente o que esperar de um filme de Todd Solondz. São também palavras excelentes para descrever o que eu sinto constantemente. Gosto dos trabalhos de Solondz porque eles descrevem muito bem a infelicidade e incapacidade que sinto. Sei que tenho potencial e sei que não posso usá-lo ao máximo, pois o mundo no qual vivemos não me permite isso.

Fear, Anxiety and Depression é o primeiro trabalho como diretor de Solondz e fala exatamente sobre isso: como a nossa sociedade nos oprime e não temos culpa alguma se tudo sempre dá errado em nossas vidas.

Solondz interpreta Ira Ellis, um roteirista de teatro que nunca consegue ser bem sucedido em nada, por mais que tente. Na cena inicial, encontramos Ira em um trabalho diurno enfadonho, onde seu chefe grita com ele e o agride verbalmente. Ira precisa estacionar um caminhão e levar um vidro para dentro de um prédio. Ele não consegue. Ira nunca consegue.

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O filme me lembrou bastante os primeiros trabalhos de Woody Allen, como Annie Hall (1975) e A Rosa Púrpura do Cairo (1985), e me fez pensar se talvez Allen tenha inspirado Solondz de alguma maneira no início de sua carreira. Até mesmo a caracterização de Ira, o modo de se vestir e de falar lembra Alvy Singer de Annie Hall. Mas ao contrário de Alvy, Ira não fica neurótico com as coisas que acontecem a sua volta, ele parece aceitar o fato de que é um perdedor e pronto.

Ira se apaixona por uma artista performática chamada Junk (Jane Hamper), que não aparenta ter nenhum sentimento além de raiva – proferindo a palavra “Fuck” em praticamente todas as suas frases. Os amigos de Ira, Jack (Max Cantor) e Janice (Alexandra Gersten), falam mal dele pelas costas. Seus pais, o acham incapaz. Seu público (se é que ele tem um público), não consegue entender sua arte. Os críticos massacram seu trabalho. A única pessoa que parece entender Ira é Sharon (Jill Wisoff), uma espécie de groupie que o admira e ama, mas que não recebe de volta os mesmos sentimentos.

Ela seria capaz de seguir Ira até o fim do mundo, se assim ele quisesse. Mas ele não quer. Ele quer Junk, que o trata como o nome dela mesmo diz (“junk” significa “lixo” em inglês). Ira vai atrás daquela que ele sabe que não lhe trará felicidade, talvez por estar acostumado a sofrer. Mais uma vez, recordo Annie Hall e seus inúmeros flashbacks que narram a vida amorosa passada de Alvy.

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Fear, Anxiety and Depression não possui a mesma qualidade técnica dos filmes mais atuais de Solondz, mas já deixa claro o talento para o cinema que o diretor possuí. A trilha sonora também chama atenção, mesmo que bastante simples, trazendo desde Wagner até músicas escritas pelo próprio diretor e cantada pelos personagens, dando um toque de humor às cenas. Depois de encontrar Junk, Ira decide terminar seu relacionamento com Sharon. É então que a trilha sonora sobe e ouvimos a música Ira, I love you, cantada de maneira desafinada por Jill Wisoff. Sabemos que para Ira, estar com Sharon é um sofrimento, e mesmo assim nos pegamos rindo deste martírio.

Existem várias cenas nesse filme que são incríveis e que mostram perfeitamente como as pessoas são superficiais e focadas apenas nelas mesmas. Em um momento, Ira e Sharon estão conversando, quando ela confessa que foi molestada quando criança. Ira não parece perceber e segue filosofando sobre a própria vida. Ao fundo, Sharon é atacada por alguns homens que tentam estuprá-la.

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Em outro momento, Ira faz de tudo para agradar Junk, que nem parece notar sua presença. Em off, ouvimos Ira cantar A Neat Kind Of Guy (também escrita pelo diretor), enquanto Junk usa uma roupa que não poderia deixar seus sentimentos mais claros:

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Ira não aceita a realidade: “You're gonna love me for the rest of your days. I can see in your eyes, I can see in your face”

Em Fear, Anxiety and Depression, ninguém consegue atingir a sonhada felicidade porque estão tão acostumados à decepção, que não veem que o que querem está bem diante de seus olhos. Roger Ebert (desculpem-me por trazê-lo a tona novamente, não consigo evitar) chamou os trabalhos de Solondz de filmes “in-your-face”, pois como eu já havia dito, ele não tem vergonha de jogar na cara da plateia toda verdade. Solondz tenta ser o mais verdadeiro possível e depois de assistir a um de seus filmes, é praticamente impossível não ficar abalado.

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Fear, Anxiety & Depression (1989)
Direção: Todd Solondz
Roteiro: Todd Solondz
Elenco: Todd Solondz, Jane Hamper, Max Cantor, Alexandra Gersten, Jill Wisoff, Stanley Tucci

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Bem Vindo à Casa de Bonecas

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Assisti Bem Vindo à Casa de Bonecas quando tinha 14 anos, depois que uma amiga me recomendou dizendo que o filme era tão ruim que eu precisava assisti-lo. Já fui para frente da televisão odiando a história de Dawn Wiener (Heather Matarazzo), uma adolescente que é diariamente humilhada na escola por ser "feia" e rebaixada em casa por não ser "melhor" do que seus irmãos. O único amigo dela é um garoto mais jovem e inocente, que provavelmente nunca irá entender a complexidade dos sentimentos de Dawn.

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Ela tem dois irmãos (um cdf que só se importa em entrar para faculdade e uma menina tão perfeita que chega a dar nojo), e um pai e uma mãe que fingem gostar de todos os filhos igualmente. Seu irmão resolve formar uma banda de garagem porque acredita que isso pode ajudar sua carreira acadêmica. Ele consegue um vocalista em troca de aulas de informática, chamado Steve (Eric Mabius). Steve é o sonho de todas as adolescentes. Eu tinha um Steve. O meu Steve jogava futebol sem camisa, era popular, tinha uma namorada com cara de adulta e não sabia que eu existia. Ao contrário de Dawn, nunca tive um irmão cdf.

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O outro homem na vida de Dawn é Brandon (Brendan Sexton III), um garoto revoltado que vive incomodando-a, em uma tentativa de chamar sua atenção. Ele ameaça estuprar Dawn, o que nunca acontece, e os dois acabam desenvolvendo um relacionamento estranho e até inocente. Garotos como Brandon também existiam na minha escola. Eu nunca tive um Brandon quando era adolescente, mas tive um quando criança. Ele não tentou me estuprar, mas puxava meu cabelo na fila da merenda.

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Quando assisti Bem Vindo à Casa de Bonecas pela primeira vez, não gostei. Hoje, quase dez anos depois, entendo o porquê. Assisti-lo era como ver um vídeo de minha vida e admitir que as coisas não iriam melhorar. Seria admitir que Steve jamais me amaria, que meus pais continuariam ignorando o quão maravilhosa eu era e que meus colegas de aula continuariam me desprezando. Assistir Bem Vindo à Casa de Bonecas seria aceitar que eu era um fracasso. Por tanto, era mais fácil olhar coisas como O Diário de Bridget Jones (2001) ou Nunca Fui Beijada (1999), meus filmes favoritos na época. Neles, a mocinha ficava com o mocinho e todos eram felizes.

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Mas as coisas mudam. Hoje, assistir Bem Vindo à Casa de Bonecas é uma experiência única. É ver a vida que um dia tive e saber que isso finalmente acabou. Seu diretor, Todd Solondz, não tem medo de apresentar ao espectador, de maneira crua, a realidade patética na qual vivemos., o que pode ser conferido também em Felicidade (1998), Histórias Proibidas (2001) e seu mais novo trabalho A Vida Durante a Guerra (2009).

É difícil não se sentir sádico assistindo a um dos filmes de Solondz, especialmente quando rimos de algo que não deveríamos achar engraçado. Esta é a magia de Solondz: ele consegue nos fazer rir de pateticidade humana e, por tanto, de nós mesmos. Jogando em nossa cara uma realidade horrível que apenas uma direção tão bem feita poderia deixar atraente. Solondz retrata de maneira tão fiel a vida, que muitas vezes nos esquecemos que o que estamos assistindo é um filme e não apenas as imagens de uma câmera que foi deixada ligada sem querer, registrando o dia a dia daquelas pessoas.

Bem Vindo à Casa de Bonecas é um filme maravilhoso, mas que só deve ser assistido por aqueles que se sentem preparados a enfrentar a realidade.

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Welcome to the Dollhouse (1995)
Direção: Todd Solondz
Roteiro: Todd Solondz
Elenco: Heather Matarazzo, Victoria Davis, Brendan Sexton III, Daria Kalinina, Matthew Faber, Dimitri DeFresco, Eric Mabius
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