domingo, 7 de novembro de 2010

Entrevista com Brad Jones, The Cinema Snob

Quem é esse cinéfilo esnobe?

Brad Jones é o criador do programa semanal The Cinema Snob, feito para a internet e que se tornou popular pelo YouTube. O programa traz o personagem criado por Brad, Cinema Snob, criticando filmes, em especial do gênero exploitation, de maneira arrogante, porém cômica. Ele vive em Springfield - IL com sua noiva.

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Filmes de Exploitation

São filmes de teor sensacionalista, de baixa qualidade, que exploram certos assunto de forma exagerada. Ex.: sexo, morte, canibalismo, estupro, poder negro, etc. O diretor Quentin Tarantino, um dos mais bem sucedidos do gênero, brinca com o tema em longas como À Prova de Morte e Pulp Fiction.

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Pé no Brasil

Ele até mesmo fez uma crítica do filme Os Trapalhões na Guerra dos Planetas (1978), que foi lançado nos EUA como The Brazilian Star Wars. O filme é bastante popular entre os cinéfilos americanos, pelo seu tom absurdo.

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O seu trabalho: The Cinema Snob

Entrevistando Mr. Jones

Quem te inspirou a trabalhar com cinema?

A inspiração para o The Cinema Snob definitivamente veio do Roger Ebert. E não pense que isso é um insulto! Eu cresci assistindo ao programa dele, e até hoje acho todas as suas críticas maravilhosas de ler, mesmo quando eu não concordo com sua opinião. Mas, sejamos honestos, ele é um cinéfilo esnobe. É o tipo de crítico de cinema que destrói certos filmes de terror simplesmente porque eles são filmes de terror. A crítica de Sexta-feira 13 – O Capítulo Final pode ser considerado o primeiro episódio do The Cinema Snob. Quanto a ser ator, tenho meus heróis que me levaram a atuar. Pessoas como George Lazenby, William Shatner, James Spader, Giovanni Lombardo Radice. A razão pela qual comecei a dirigir filmes foi porque eu amo filmes de exploitation e ninguém tem feito esse tipo de filme da maneira que eu gosto em sabe-se Deus quantos anos. Então eu decidi fazer os meus próprios.

No início, quais foram os obstáculos mais difíceis de superar?

Nos filmes que eu faço, seria o orçamento. Certamente. Mas eu sempre consegui me virar. Com o The Cinema Snob, o maior obstáculo que eu encontrei foi achar a voz do personagem e me sentir confortável fazendo comédia. Antes do Snob, minha maior experiência foi interpretando vilões. Demorei bastante para encontrar essa voz de comédia.

Quais são seus planos para o futuro?

Eu amo fazer o The Cinema Snob! E continuarei fazendo enquanto as pessoas continuarem assistindo e gostando. Ainda gosto muito de atuar também. Agora mesmo estou estrelando um suspense chamado Paranoia e no ano que vem estarei em um filme estilo anos 80 pós-apocalíptico.

Como foi que o seu gosto por filmes de exploitation começou?

Adoro filmes de horror desde que era criança. Meus pais nunca me proibiram de assistir nada, então eu vinha da locadora para casa com um carregamento de filmes sangrentos.

Você tem alguma formação em Comunicação?

Estudei rádio no colégio e fui DJ de uma rádio por quatro anos. Também fiz um curso de edição há uns dez anos atrás, mas nunca fiz nenhum curso de cinema. Meu único objetivo é escrever e entreter.

Quais são seus filmes favoritos?

São vários! Meu filme favorito de todos os tempos é, claro, Calígula. Além desse, tem também Laranja Mecânica, Veludo Azul, The Toxic Avenger, Despertar dos Mortos, 007 - A Serviço Secreto de Sua Majestade, The Hollywood Knights, Vice Squad, Os Embalos de Sábado à Noite, etc.

Você consegue ganhar a vida trabalhando com filmes?

Esse é o meu trabalho de tempo integral agora. Sou viciado em trabalho, então estou constantemente ou escrevendo ou gravando todos os dias. É verdade que eu ganhei um pouco de peso por ficar em casa trabalhando, mas é maravilhoso acordar todos os dias e fazer aquilo que você ama!

Quais conselhos você dá para quem quer seguir a carreira de crítico?

Se você quer fazer críticas humorísticas, definitivamente deixe a sua voz evoluir, deixe-a crescer. Pode começar aos “trancos e barrancos”, mas se você ama o que está fazendo e quer muito que seu programa faça sucesso, se mantenha firme. Deixe que ele encontre sua audiência, e mesmo que demore alguns anos, não deixe que isso te abale. Se você tem um produto de primeira, você encontrará a sua audiência.

4 comentários:

Luiza disse...

Cara!!!! o Brad é muito irado, amei este carinha, fazer o que gosta e ter perisistencia no q faz, confiar q vai dar certo, seguir acreditando... bah, ele é um baita empreendedor! Parabéns, amiga, pela escolha tão invulgar para o nosso trabalho, por isso q te adoro! Bjss e obrigada, sempre!!!!! Ah, seu blog o must!!!!

Pri Zorzi disse...

Tu que entrevistou ele? Poh, legal :)

Pra mim crítico bom é aquele que é interessante de ler/escutar mesmo quando a gente não concorda em nada com a opinião dele sobre o filme. Daí o importante é o cara tem um estilo próprio, algo que só ele ofereça (ou pelo menos de uma maneira que só ele ofereça). Nesse sentido, a crítica bem-humorada é sempre uma boa saída, porque mesmo que tu não concordes com a opinião do sujeito ele pode apresentá-la de uma forma divertida, bem argumentada e que dê vontade de escutar :)

Juliano Moreira disse...

Por que entrevistar alguém que empreende só por dinheiro é muito mais divertido. Como diz nossa querida faculdade.

Viva o carinho pelo prazer! \o\

Paloma disse...

Sim, eu que fiz :-D Entrei em contato com ele pelo site e ele me mandou um email... :)

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