terça-feira, 31 de agosto de 2010

Par Perfeito

Jen (Katherine Heigl) e Spencer (Ashton Kutcher) tem um casamento invejável. Até que Jen descobre que Spencer é um matador aposentado, que está sendo caçado por outros assassinos. Os dois precisam fugir para salvar suas vidas, descobrir quem colocou a cabeça de Spencer a prêmio e resolver os problemas matrimoniais.

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A impressão que Sr. E Sra. Smith Encontro Explosivo Caçador de Recompensas Par Perfeito passa é de déjà vu. Você já viu esse filme, conhece essas personagens, já sabe como tudo vai acabar. O filme mistura a fórmula de Sr. e Sra. Smith com Encontro Explosivo, mas esquece de trazer uma personagem feminina forte como a personagem de Angelina Jolie ou piadas mais elaboradas como as de... Angelina Jolie.

O que irrita mais em Par Perfeito são as cenas absurdas de ação. Não, ninguém voa de prédios ou ataca um helicóptero com as próprias mãos. As cenas de ação se passam, em sua maioria, em um subúrbio cheio de casas e pessoas. E nunca ninguém escuta nada! Nunca ninguém acorda com os tiros ou sai para ver a perseguição de carros que está destruindo todos os jardins da rua. Ninguém parece se incomodar!

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Spencer arranca a porta da garragem, depois de um tiroteio. Sua vizinha não parece se importar.

Sem títulox_thumb[3]Um carro persegue Jen e Spencer, arrebentando as cercas das casas, logo depois de outro tiroteio. Várias casas mostram sinal de não estarem vazias.

Mas isso é explicado pelo fato de que todas as pessoas do elenco, com exceção de Katherine Heigl, são assassinas! Todas! E não é exagero. E nunca ninguém tenta matá-los de maneira sutil. Para que se esconder e atirar na pessoa, quando você pode perseguir ela com um carro e depois atirar nela com uma metralhadora? Todos os assassinos desse filme saíram de uma história dos Looney Tunes. Fiquei esperando alguém jogar uma bigorna em Spencer.

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O filme tem algumas piadas boas, Heigl é uma boa atriz (pelo menos interpretando mulheres histéricas – ela poderia estar no elenco de Desperate Housewives) e qualquer coisa que tenha o Tom Selleck fica sexy. Mas nada disso compensa as falhas. Jen é uma personagem que beira o insuportável, sempre gritando e atrapalhando. Sua mãe (Catherine O'Hara) está sempre bêbada, como se isso fosse algo divertido (ok, admito que é…). As cenas de ação, como eu já disse, são ridículas. E o roteiro é tão previsível que em certos momentos você até pode dizer as falas antes dos personagens.

1841570_460s“ Aposto R$5 que ela vai começar a gritar e ele vai tirar a camiseta!”

Par Perfeito é mais uma história para boi dormir. Não é o pior filme do ano, mas está muito longe de ser o melhor.

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Killers (2010)
Direção: Robert Luketic
Roteiro: Bob DeRosa, Ted Griffin
Elenco: Ashton Kutcher, Katherine Heigl, Tom Selleck, Catherine O'Hara

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Lembranças

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Tyler (Robert Pattinson) fará 22 anos e se sente perdido, sem saber para onde ir. Seu pai (Pierce Brosnan) só se importa com o trabalho. Sua irmã (Ruby Jerins) é incrivelmente talentosa, mas sofre bullying por ser diferente. Seu irmão mais velho, o único que parecia compreendê-lo, se suicidou. Depois de um briga de bar, Tyler e seu amigo Aidan (Tate Ellington) são presos injustamente. Aidan decide se vingar do policial que os prendeu (Chris Cooper), convencendo Tyler a namorar a filha do policial (Emilie de Ravin) e depois quebrar o coração dela.

O enredo de Lembranças pode parecer clichê, mas o diretor Allen Coulter e o roteirista Will Fetters souberam conduzir a história de forma soberba. Os personagens comuns, com vidas comuns, fazem com que nos identifiquemos com eles. Pessoas tão jovens, com problemas reais que todos nós já vivemos ou estamos vivendo.

Tanto Ruby Jerins quanto Robert Pattinson estão muito bem em seus papéis, apresentando grande química e carga emocional. Pattinson mostra que é muito mais do que um vampirinho meia boca e atua de verdade.

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Ruby Jerins

Outra atuação que se destaca é a de Tate Ellington, como o engraçado Aidan. Ele funciona como uma “alívio cômico” para a história, mas nunca de forma exagerada. Aidan é ótimo amigo para Tyler, que nem sempre consegue agir de maneira racional e precisa de alguém para lembrá-lo que existem outras pessoas no mundo além dele.

RememberMe-05-TateEllington-560x420_thumb[3]Tate Ellington

Lembranças nos conduz até um fim inesperado e nos conta uma história que nem sabíamos que estávamos assistindo. Vale a pena conferir este filme simples, bonito e emocionante.

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Remember Me (2010)
Direção: Allen Coulter
Roteiro: Will Fetters
Elenco: Robert Pattinson, Emilie de Ravin, Chris Cooper, Lena Olin, Ruby Jerins, Pierce Brosnan, Tate Ellington

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

The Banana People

Noite passada tive um sonho muito estranho e fálico. Eu fui com minha mãe no cinema para ver Piranhas 3D. Quando me dei conta de que minha mãe não iria gostar do filme, avisei ela. Apavorada, ela se levanta e sai correndo. Vou atrás dela e a encontro no bomboniere, comprando Bib’s passas para mim.

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Resolvemos ir embora, caminhando pelo calçadão de Ipanema, quando avistei grandes árvores com troncos de banana. Nisso chega o meu namorado e a mãe some. Ele e eu ficamos caminhando embaixo das árvores-banana, até que um homem quase cai em cima da gente. Olho pra cima e vejo que os galhos-banana da árvore-banana estão se abrindo (?) e de dentro deles estão caindo homens musculosos, seminus e bronzeados (!!).

Sonho 

Começamos a correr e meu namorado pergunta “O que foi isso?” e eu respondo “São os australianos! Por isso eles são tão bronzeados!” e nós temos que ficar correndo até chegarmos a um lugar sem pessoas-banana. Chegamos até uma calçada, onde uma foto enorme do Hugh Jackman vestido de Mona Lisa está exposta. E eu pergunto “Sabe qual a diferença entre isso e arte? AS TINTAS!”

monalisa1000Acordo.

No meu próximo sonho, a Julie Andrews vai sair de um ovo cantando músicas do Sérgio Malandro.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Karate Kid – O Remake

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Dre Parker (Jaden Smith) se muda com sua mãe (Taraji P. Henson) para a China, contra a sua vontade. Longe de casa e sem saber falar chinês, Dre se sente sozinho e desamparado, até conhecer Meiying (Wenwen Han), uma jovem violinista que estuda em sua escola. Cheng (Zhenwei Wang), prodígio em kung fu, não gosta nenhum pouco desta amizade e resolve acabar com ela usando a força física. Ele e seus amigos passam a perseguir Dre, cuja única defesa é um karate aprendido via televisão. Sem ter a quem recorrer, Dre se deixa bater até que Mr. Han (Jackie Chan), o velho zelador do prédio onde mora, se revela um mestre em kung fu e o ajuda a treinar para aprender a verdadeira arte do kung fu e finalmente derrotar Cheng.

Dirigido por Harald Zwart (do péssimo A Pantera Cor de Rosa II), Karate Kid é um remake do clássico dos anos 80, que tinha Ralph Macchio no papel principal e Pat Morita como Mr. Miyagi. Quando foi anunciado que seria feito um remake, os fãs do original torceram o nariz e logo uma chuva de críticas caiu. Tudo ia contra... O karate foi substituído pelo kung fu. Daniel San virou Xiao Dre. E Mr. Miyagi rejuvenesce e vira Mr. Han.

karate-kid_thumb[3]Karate Kid (1984), dirigido por John G. Avildsen

Apesar de Zwart estar no comando, é nas mãos de Jaden Smith (filho de Will Smith) que está a grande responsabilidade. O garoto já mostrou que tem talento no filme À Procura da Felicidade e agora está no encargo de interpretar um dos personagens mais queridos dos anos 80. Ele também é o responsável pelo que há de melhor no filme. Praticamente tudo nesta nova versão é superior do que seu original, principalmente a participação de Jaden, que mostra que herdou o carisma do pai.

Existem pontos fracos no filme, como o fato de nunca explicarem o título (a cena onde Dre é chamado de “Karate Kid” foi cortada) ou o excesso de uso de CGI na luta final. Por outro lado, Dre é muito mais convincente do que Daniel, tanto por ser mais jovem quanto por ser mais carismático. Mr. Han é mais humano do que Mr. Miyagi, sem falar que ver Jackie Chan lutando é sempre uma grande diversão.

Vale à pena conferir Karate Kid. Não é apenas mais um remake, é uma homenagem à infância e adolescência de toda uma geração.

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The Karate Kid (2010)
Direção: Harald Zwart
Roteiro: Christopher Murphey
Elenco: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson, Wenwen Han Zhenwei Wang

Direito de Amar

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George (Colin Firth) está dilacerado pela morte de seu companheiro Jim (Matthew Goode) e, em um dia decisivo para a sua vida, começa a relembrar fatos do passado e a viver cada instante desse dia como se fosse o seu último. Direito de Amar (A Single Man, no original) é um péssimo título para um filme tão poético quanto esse. O filme fala sobre amor, mas esse não é o seu foco principal. O foco são as pequenas coisas da vida, aquelas que nos fazem querer viver. George acredita ter perdido isso quando Jim morreu e por isso já não consegue sentir prazer em mais nada.

Para George, já não existem mais motivos para acordar pela manhã. “Nos últimos oito meses, acordar foi realmente doloroso. A fria descoberta de que ainda estou aqui começa a aparecer”, ele diz, repetindo sua rotina matinal.

Este é o primeiro filme do estilista Tom Ford e é baseado em um livro de Christopher Isherwood (cujo conto Goodbye to Berlin foi a base do filme Cabaret, de Bob Fosse). Colin Firth, que interpreta o personagem principal, está excelente e é uma pena que não tenha ganho o Oscar de Melhor Ator. Este é, com certeza, um dos melhores papéis dele até hoje.

No papel da melhor amiga de George, está Julianne Moore, sempre deslumbrante e maravilhosa. Seu papel é pequeno, mas crucial a trama. Neste dia tão decisivo da vida de George, muitas pessoas passam por seu caminho. Uma delas é Kenny (vivido pelo menininho de Um Grande Garoto, Nicholas Hoult, que fez um ótimo trabalho crescendo), um aluno de George que diz que o passado não importa, o presente é insuportável e o futuro não existe. Esta seria a chave deste filme tão sensível e claustrofóbico.

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A Single Man (2009)
Direção: Tom Ford
Roteiro: David Scearce e Tom Ford, baseado em um livro de Christopher Isherwood
Elenco: Colin Firth, Julianne Moore, Nicholas Hoult, Matthew Goode Jon Kortajarena, Lee Pace

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Aprendiz de Feiticeiro

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Balthazar Blake é um mestre feiticeiro e aprendiz do grande mago Merlin. Dave Stutler é um estudante de física na Universidade de Nova York. O caminho dos dois se cruza quando, nos anos 2000, Dave acaba indo sem querer até a loja de Balthazar e este descobre que o rapaz é um feiticeiro também. Não apenas isso... Dave é o feiticeiro que deverá substituir Merlin! O mago decide treiná-lo para que juntos derrotem o arquiinimigo de Balthazar, Maxim Horvath, e salvem o mundo.

Dirigido por Jon Turteltaub (diretor de Lenda do Tesouro Perdido), O Aprendiz de Feiticeiro traz Nicolas Cage (Kick Ass) no papel de Balthazar Blake e Jay Baruchel (Como Treinar o Seu Dragão) como o jovem Dave. No papel do vilão Maxim Horvath está Alfred Molina (Frida). O roteiro é de Matt Lopez, Doug Miro e Carlo Bernard.

Não é coincidência o título ser o mesmo do clássico curta metragem integrante do filme Fantasia, que trazia Mickey como um aprendiz de feiticeiro atrapalhado. O filme homenageia o curta, tendo até mesmo uma cena com Dave e algumas vassouras mágicas. Mas, ao contrário do clássico da Disney, O Aprendiz de Feiticeiro não tem o mesmo charme nem a mesma originalidade.

O filme é incrivelmente piegas e óbvio. A atuação de Nicolas Cage está péssima e em nenhum momento me convenceu de que aquele homem que eu via na tela era um mago milenar e sábio. Ele estava mais para roqueiro bêbado do que para qualquer outra coisa. Isso tem sido uma constante na carreira de Cage nos últimos anos, com exceção de Kick Ass e Adaptação. Gosto bastante dele, mas parece que ele está cada vez mais distante de atuações memoráveis e filmes fantásticos, tendo participado de muitas produções medíocres (ou deploráveis). Pior que isso... A impressão que passa é que Nic Cage tem feito o mesmo filme, várias e várias vezes!

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Sabe aquele filme com o Nicolas Cage, onde ele precisa resolver um mistério e passa o filme todo correndo e/ou fazendo uma cara intensa e séria? Aquele filme que, no pôster, tem ele com cabelo comprido e um fogo...

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Minha teoria é que alguém está tentando colocar fogo nele e por isso ele fica pulando de pôster em pôster, tentando escapar.

Mas, voltando ao filme. Para não ser completamente injusta, devo citar que o longa tem algumas piadas engraçadas e até mesmo explicações para coisas banais, que muitos outros roteiristas acabam deixando de fora por acharem que são uma “perda de tempo”.

Em certa cena, Dave é perseguido por lobos que Horvath criou a partir de um calendário. Dave acaba caindo nos trilhos de um trem, mas é salvo a tempo por Balthazar, que transforma os lobos em filhotes e tira Dave dos trilhos segundos antes do trem passar. O que me veio à cabeça era o que havia acontecido com os filhotes... Haviam sido eles esmagados pelo trem? Segundos antes de o trem passar, a câmera revela que os lobos voltaram a sua forma original (papel). Coisas pequenas, mas que no fim fazem diferença.

O filme não é de todo ruim e deve agradar fãs de filmes de fantasia, principalmente as crianças. Material de Sessão da Tarde, com certeza.

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The Sorcerer's Apprentice (2010)
Direção: Jon Turteltaub
Roteiro: Matt Lopez, Doug Miro e Carlo Bernard.
Elenco: Nicolas Cage, Jay Baruchel, Alfred Molina, Monica Bellucci

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Jack

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Jack (Robin Williams) nasceu com uma rara doença que o faz crescer quatro vezes mais rápido do que um ser humano comum. Isso o impede de levar uma vida normal, tendo que conviver apenas com os pais (Diane Lane e Brian Kerwin) e com um professor particular (Bill Cosby). Ao completar dez anos, Jack tenta lidar com sua situação e com os problemas normais de qualquer pré-adolescente comum.

Dirigido pelo renomado Francis Ford Coppola, Jack foi lançado em 1996 e é um marco na infância de muitas pessoas nascidas na década de oitenta. Cinéfilos mais puristas e críticos de cinema de vanguarda podem torcer o nariz para esta obra tão peculiar de Coppola, talvez por estarem acostumados com filmes como a trilogia O Poderoso Chefão, Drácula de Bram Stoker ou O Selvagem da Motocicleta. Ou talvez lhes desagradem a atuação de Robin Williams que, como na maioria de seus filmes, é exagerada e extravagante.

Mesmo com suas falhas óbvias (e, como diriam Siskel e Ebert, sua cara de sitcom), Jack é um bom filme. É nostálgico assisti-lo depois de tantos anos e poder reparar em detalhes que, quando criança, jamais notaria. O modo como as nuvens se movem mais rápido quando é Jack que olha para o céu. Ou a borboleta que aparece três vezes ao longo do filme (nascendo, vivendo e morrendo), mostrando como a vida dela é curta e frágil. Jack não é só mais um filme sobre ultrapassar obstáculos. É um filme sobre a fragilidade da vida.

As crianças gostam de Jack por ele aparentar quarenta anos e poder comprar revistas pornográficas. Elas não se dão conta de que tal dádiva traz uma conseqüência terrível: Jack não viverá mais do que trinta anos. É quando Jack se dá conta de sua situação que a história passa a se desenrolar de maneira mais sensível. As piadas sobre peidos e cadeiras quebrando vão embora, deixando lugar para reflexões sobre vida e morte, amizades e sonhos que talvez nunca venham a se realizar.

A história poderia ser mais bem explorada, especialmente se deixassem um pouco de lado o tom pastelão e tratasse a doença de Jack (Síndrome de Werner) com mais seriedade. Mesmo assim, não é um filme ruim e traz ótimas lembranças da minha infância, tanto pelo próprio filme, quanto pelo preconceito que Jack sofre – realidade de muitas (se não todas) crianças em idade escolar.

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Jack (1996)
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: James DeMonaco, Gary Nadeau
Elenco: Robin Williams, Diane Lane, Brian Kerwin, Jennifer Lopez, Bill Cosby, Fran Drescher, Adam Zolotin

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Querido John

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Admito que fui ao cinema sem muitas expectativas. O filme estava previsto para estrear no Brasil em maio e só chegou aqui agora, ficando pouquíssimas semanas em cartaz. Achei que seria mais um romance previsível e açucarado que tenta, mas não consegue, ser tão bom quanto os clássicos do gênero. Talvez tenha sido a baixa expectativa que me fez gostar de Querido John, dirigido por Lasse Hallström e baseado em um livro de Nicholas Sparks (autor de O Diário da Nossa Paixão).

Querido John conta a história de um soldado americano chamado John Tyree (Channing Tatum), que conhece Savannah Curtis (Amanda Seyfried) enquanto está de licença. Os dois se apaixonam, mas John precisa voltar para a guerra. Por isso, eles começam uma troca de cartas, numa vã esperança de se manterem unidos por todo o tempo que ele ficará fora.

O filme é recheado de todos os clichês dos romances e é bastante previsível... Mas acaba sendo um belo filme. As atuações são muito boas (já falei aqui minha opinião sobre Amanda Seyfried), o roteiro é envolvente e melancólico na medida certa, parece ser bem adaptado e tem uma bela direção de arte. Não é tão bom quanto o trabalho anterior de Hallström, Sempre ao Seu Lado, mas não deixa de ser agradável.

Apesar de Seyfried e Tatum estarem muito bem em seus papéis, quem se destaca mais é Richard Jenkins, que interpreta o pai autista de John. É impossível não sentir pena dele ou até mesmo amor. Jenkins – que já foi indicado ao Oscar por O Visitante – mergulhou de cabeça na personagem, mostrando uma atuação sensível e convincente.

Foi Querido John que realizou a façanha de tirar Avatar (2009) do topo das bilheterias americanas, lugar que este já ocupava a sete semanas. Acredito que o principal problema deste filme foi a falta de divulgação, especialmente aqui no Brasil. Afinal de contas, não é para qualquer um tirar a coroa de Avatar... Isso por si só já prova a qualidade do longa.

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Dear John (2010)
Direção: Lasse Hallström
Roteiro: Jamie Linden, baseado em um livro de Nicholas Sparks
Elenco: Channing Tatum, Amanda Seyfried, Richard Jenkins, Henry Thomas

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Meu Malvado Favorito

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Gru (Steve Carell) é um super vilão que se orgulha de ser a pessoa mais maligna do mundo. Tudo vai muito bem até que seu reinado de maldade é ameaçado por novato que planeja ser melhor do que ele. Gru bola o plano mais vil de todos os tempos: roubar a Lua! Mas para isso, ele terá que contar com a ajuda de três menininhas órfãs, que amolecem o coração do vilão.

Meu Malvado Favorito é o primeiro longa metragem dos diretores Pierre Coffin e Chris Renaud, e tem Steve Carell, Kristen Wiig, Miranda Cosgrove, Dana Gaier e Elsie Fisher no elenco. O filme também conta com a participação da maravilhosa Julie Andrews, interpretando a mãe ranzinza de Gru.

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A história não poderia ser mais óbvia (e muitas vezes improvável), mas não deixa de ser boa e bonita, com personagens bastante carismáticos e engraçados. Gru é um verdadeiro super vilão de desenho animado e cativa a audiência desde o primeiro instante. É curioso ver um filme pela visão do vilão e não do herói, traz um ar novo para a sala de cinema. Já as três órfãs, Margo (Miranda Cosgrove), Edith (Dana Gaier) e Agnes (Elsie Fisher), também não ficam para trás com suas áureas infantis e inocentes.

Outra coisa que chama bastante atenção são os Minions, os pequenos seres que trabalham para Gru e que se parecem com Cheetos com perninhas. Na maior parte das vezes, os personagens são engraçados. O problema é que a participação deles é exagerada e a atitude violenta que eles possuem uns com os outros é completamente desnecessária. Bonitinhos, mas ordinários.

Mais uma vez, o 3D em nada adicionou ao filme, chegando até mesmo a atrapalhar um pouco. Mesmo assim, é interessante ver as brincadeiras que os diretores fizeram durantes os créditos finais para mexer um pouco mais com o efeito.

É difícil gostar muito de uma animação como essa depois de assistir filmes tão bons do gênero como Mary e Max, Toy Story 3, Ponyo, Shrek Para Sempre e O Fantástico Sr. Raposo. Ao contrário destes, Meu Malvado Favorito é um filme voltado quase que completamente para o público infantil. Apesar disso, tem seu charme e deve agradar os amantes dos filmes de animação e também papais ou mamães (ou titias, como eu) que querem uma diversão nova para seus filhos.

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Despicable Me (2010)
Direção: Pierre Coffin, Chris Renaud
Roteiro: Ken Daurio e Cinco Paul, baseado em uma história de Sergio Pablos
Elenco: Steve Carell, Julie Andrews, Kristen Wiig, Miranda Cosgrove, Dana Gaier e Elsie Fisher
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