sábado, 10 de julho de 2010

O Pequeno Nicolau

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Um dos primeiros livros que tenho lembrança de ler foi O Pequeno Nicolau (seguido de As Férias do Pequeno Nicolau). Me lembro de entrar na biblioteca da escola – na época eu lia pelo menos dois livros por semana – correr para a prateleira de “livros para os grandes” e encontrar uma edição surrada, escrita em 1960 por René Goscinny e ilustrada por Jean-Jacques Sempé.

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Mais de dez anos depois, chega aos cinemas a versão cinematográfica dos livros de Goscinny, dirigida e escrita por Laurent Tirard. O filme não é uma adaptação de nenhum dos livros e sim uma história nova, que mostra Nicolas (ou Nicolau, na versão dublada), um garotinho que leva uma vida feliz e harmoniosa, até que descobre que sua mãe vai ter um bebê. Ele e seus amigos decidem contratar um gangster para se livrar do irmãozinho.

Ver O Pequeno Nicolau foi como voltar no tempo, para a época que li os livros. Essa é, sem dúvida, a melhor adaptação que já assisti, pois faz exatamente o que uma adaptação deveria fazer: transporta a alma do livro para as telas. Todos os personagens parecem saídos diretamente do livro, tanto em suas personalidades quanto na aparência, passando a impressão de que foi preciso esperar 49 anos para que fosse criado o elenco perfeito. Maxime Godart interpreta com fidelidade um Nicolas querido e imaginativo, que é impossível não amar.

A direção de arte lembra bastante a do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), outra produção francesa que retrata a vida de maneira graciosa. Os franceses mostram mais uma vez que são os pais do cinema e é uma pena que o mundo valorize muito mais as mega produções americanas (com suas explosões em 3D) do que filmes artísticos como esse.

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Le petit Nicolas (2009)
Direção: Laurent Tirard
Roteiro: Laurent Tirard, Grégoire Vigneron e Alain Chabat, baseado em um livro de René Goscinny
Elenco: Maxime Godart, Valérie Lemercier, Kad Merad, Vincent Claude, Charles Vaillant, Victor Carles, Benjamin Averty

2 comentários:

Leli disse...

concordo! sai do cinema pensando a mesma coisa, o mundo deveria ser dominado pelo cinema francês não por Shrek 3D...

Juliano Moreira disse...

Viva o cinema (bom) francês!
Sim, o filme é muito lindo e com cores bem fortes. Apesar de não ser muito ousado e original em nada, é muito cativante de olhar! =)

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