terça-feira, 29 de junho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Kick-Ass - Quebrando Tudo

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Quem nunca sonhou em ser um super-herói e defender o mundo de vilões sinistros que querem dominar o mundo? Pois no novo filme de Matthew Vaughn, Kick-Ass - Quebrando Tudo, o jovem Dave Lizewski (o ótimo Aaron Johnson) realiza esse sonho quando decide mudar de vida, comprar uma fantasia e virar o super-herói Kick-Ass. Seu caminho se cruza com o de Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha Hit Girl (Chloë Moretz), dois vigilantes que estão tentando destruir um poderoso traficante de drogas.

Hit Girl é, sem dúvida, a personagem mais legal do filme, com sua cara de criança e jeito maduro (e desbocado) de adulta. Se um dia eu tiver uma filha, que seja como ela (eu nunca seria assaltada). Também foi muito bom ver Nicolas Cage fazendo um filme de verdade, depois de uma enxurrada de filmes horrorosos como Motoqueiro Fantasma e O Sacrifício. O bom e velho Cage volta a dar as caras e quem sabe tome gosto e continue fazendo filmes bons.

O roteiro é baseado na história em quadrinhos do escocês Mark Millar, publicada pela Marvel Comics (a mesma de X-Men e Homem-Aranha), e brinca com a idéia de super-heróis realistas, sem super poderes. Quem assina o roteiro é Jane Goldman e o próprio Vaughn, que já haviam trabalhado juntos na adaptação de Stardust, de Neil Gaiman. O trabalho dos dois ficou ótimo, mudando algumas coisas da HQ, mas deixando o filme com cara de peça original.

Kick-Ass é uma sátira exagerada que dá uma nova cara aos filmes de heróis, que se levam a sério de mais. Uma pena que os filmes de super-herói (especialmente Wolverine) não sejam feitos com o mesmo amor e cuidado.

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Kick-Ass (2010)
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaugh, baseado em uma HQ de Mark Millar
Elenco: Aaron Johnson, Garrett M. Brown, Lyndsy Fonseca, Christopher Mintz-Plasse, Mark Strong, Chloe Moretz, Nicolas Cage

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Toy Story 3

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Assistir Toy Story 3 foi um evento e tanto para mim. Para início de conversa, essa foi a primeira vez que minha sobrinha Olivia (de dois anos e meio) foi ao cinema. Munidas de pipoca doce, cadeirinha, suco e os bonequinhos do Woody e da Jessie (que ela insiste em chamar de Betty), lá fomos nós ver o filme. A pequena se divertiu um monte, gritou "Woody!" (só falta gritar "Allen"), caiu da cadeira e não chorou. Um sucesso!

DSC09282Para completar, o filme é excelente! Woody, Buzz e os outros brinquedos precisam aprender a lidar com a adolescência de seu dono, Andy, e o inevitável abandono. O filme é muito mais dramático do que seus antecessores, crescendo junto de seu público.

O 3D é completamente dispensável. O que importa aqui é a trama escrita por Michael Arndt (Pequena Miss Sunshine) e John Lasseter (dos dois primeiros Toy Story), que se mantêm fiel aos primeiros filmes e se renova para atingir novos públicos.

O filme faz o espectador rir, chorar e se encantar com toda a magia que a Pixar sempre (ou quase sempre, não podemos esquecer do péssimo Carros) apresentam. Pode parecer exagero, mas acredito que essa é uma das melhores trilogias já feitas na história do cinema.

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Toy Story 3 (2010)
Direção: Lee Unkrich
Roteiro: Michael Arndt, John Lasseter
Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Michael Keaton, Don Rickles

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cartas para Julieta

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A atuação de Amanda Seyfried me chamou a atenção no engraçadíssimo Meninas Malvadas (2004), onde atuava ao lado de Lindsay Lohan e Rachel McAdams. Apesar de McAdams ser a luz desse filme, Seyfried está muito engraçada e acaba ganhando mais destaque (até mais do que Lohan). Mas foi a sua Sophie, de Mamma Mia! (2008), que a fez entrar na minha lista de melhores atrizes.

Em Cartas para Julieta, a atriz interpreta outra Sophie, desta vez uma investigadora de fatos do The New Yorker. Ela viaja para Verona em uma espécie de lua de mel adiantada com seu noivo Victor (Gael García Bernal). Victor está abrindo um restaurante em Nova York e acaba deixando a noiva de lado, seduzido pela culinária italiana. Sozinha pela cidade, Sophie acaba indo até a Casa di Giulietta, um dos pontos turísticos mais visitados de Verona.

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A casa foi construída no século XVIII e representa a moradia de Julieta, da clássica peça sheaksperiana. Milhares de mulheres viajam até a cidade para entregar uma carta para a personagem, contando sobre seus problemas amorosos e pedindo ajuda.

Sophie conhece, então, as "secretárias de Julieta", mulheres que dedicam seu tempo para responder as cartas. Ela resolve ajudar e acaba encontrando uma carta escrita nos anos 50, que acabou perdida entre as outras. Na carta, uma jovem confessa seu medo de se entregar ao verdadeiro amor. Sophie responde a carta. Claire (Vanessa Redgrave), a jovem que escreveu a mensagem - hoje uma senhora viúva - e seu neto Charlie (Christopher Egan) viajam até Verona e, com a ajuda de Sophie, saem em busca de Lorenzo Bartolini, a grande paixão perdida de Claire.

Vanessa Redgrave é uma excelente atriz e tem uma química muito boa com Amanda. Já Gael García Bernal está completamente dispensável! Ele parece estar sempre com pressa, com uma atuação sem graça e forçada. Uma pena, já que ele é um ótimo ator (como podemos ver em Má Educação e em E Sua Mãe Também).

A trilha musical, cheia de "clássicos" pop em versões italianas, incomoda e chega atrapalhar a visão dos cenários naturais italianos que contrastam belamente com a história, mas que nada tem a ver com as músicas.

O final é óbvio desde os primeiros minutos, os personagens não são originais e a história não traz nada de novo para o mundo dos romances. Mesmo assim, o filme é muito bonito e delicado. Cartas para Julieta é um filme bobo que agrada mais aos apaixonados do que o resto da audiência. Um belo romance em um belo país, sem pretensões de ser uma obra prima.

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Letters to Juliet (2010)
Direção: Gary Winick
Roteiro: Jose Rivera,Tim Sullivan
Elenco: Amanda Seyfried, Gael García Bernal, Christopher Egan, Vanessa Redgrave, Franco Nero

sábado, 19 de junho de 2010

Em Busca de uma Nova Chance

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A morte de Bennett Brewer (Aaron Johnson) abala a vida de sua família, que não consegue lidar com a situação. Sua mãe (Susan Sarandon) e seu pai (Pierce Brosnan) não conseguem aceitar sua ausência e seu irmão (Johnny Simmons) acaba sendo deixado de lado. A história gira em torno de Rose (Carey Mulligan), namorada de Bennett, que está grávida e pede auxilio à família.

A direção e o roteiro de Em Busca de uma Nova Chance são da novata Shana Feste, que trabalhava como babá enquanto escrevia a história. Susan Sarandon (Thelma & Louise) hesitou em aceitar o papel de Grace Brewer, por já ter participado de outros filmes parecidos (Vida Que Segue e No Vale das Sombras), mas Pierce Brosnan gostou tanto do roteiro que a convenceu de participar. A escolha não poderia ter sido mais certa, já que os dois apresentam uma química intensa na tela. Pierce, mesmo com sua constante expressão facial de dor, está muito bom no papel.

A atuação de Carey Mulligan não apresenta nenhuma novidade e ela acaba perdendo espaço, especialmente quando Johnny Simmons está em cena. Simmons (que esteve no último filme de Diablo Cody, Garota Infernal) é o mais convincente de todos, oscilando entre a dor e a indiferença pela morte do irmão.

Em Busca de uma Nova Chance não é apenas um filme sobre perda. É também uma história sobre superar as dificuldades, a importância da união familiar e como pode ser árduo o caminho para seguir em frente.

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The Greatest (2009)
Direção: Shana Feste
Roteiro: Shana Feste
Elenco: Carey Mulligan, Aaron Johnson, Pierce Brosnan, Susan Sarandon, Johnny Simmons

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Um Homem Sério

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É raro um filme causar tanto efeito em mim quanto este causou. Os irmãos Coen, dos excelentes Fargo e Queime Depois de Ler (e do péssimo Matadores de Velhinhas) estão a frente da direção de Um Homem Sério, filme que relata uma história envolta em uma maldição invisível. É essa maldição que permeia todos os seus 106 minutos e não deixa o espectador descansar por nenhum momento.

Com ótimas atuações de atores praticamente desconhecidos e um roteiro extremamente inteligente e bem formulado, o filme não é para quem gosta só de Blockbusters, e quem vai esperando algo cheio de respostas dadas de graça pode se decepcionar. Talvez esse seja o maior triunfo de Joel e Ethan: fazer um filme que te obrigue a pensar depois que sai da sala e que te conecte com os personagens, sentindo o que eles sentem.

O filme é extremamente intelectual e baseia sua história nos princípios da física quântica e no paradoxo do gato de Schrödinger, representando a vida sob os aspectos da incerteza e da dualidade. Um Homem Sério é arrebatador e enigmático, e um dos melhores filmes dos irmãos Cohen.

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A Serious Man (2009)
Direção: Ethan Coen, Joel Coen
Roteiro: Ethan Coen, Joel Coen
Elenco: Michael Stuhlbarg, Aaron Wolff, Richard Kind, Fred Melamed, Sari Lennick, Jessica McManu

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

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Em 2008 o mundo cinematográfico sofreu uma grande perda: morria, aos 28 anos, o ator Heath Ledger. Ele estava trabalhando no novo projeto do ex Monty Python, Terry Gilliam, O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus. Gilliam se encontrou em uma encruzilhada: acabar com o projeto ou arranjar uma maneira de dar continuidade. Foi então que Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law vieram salvar a situação. Os três atores se ofereceram para substituir Ledger nas cenas que ainda não haviam sido gravadas. Além disso, eles doaram seus cachês para a filha de Ledger, Matilda.

O filme fala sobre imortalidade e o poder da imaginação. Parnassus (Christopher Plummer) é o líder de uma companhia de teatro itinerante que fez um pacto com o Diabo para ser imortal. A única condição é que ele teria que entregar sua filha quando esta fizesse 16 anos. Quando o Diabo volta para cobrar a dívida, Parnassus promete lhe dar cinco almas em troca da menina. É então que a trupe encontra Tony (Heath Ledger) enforcado em uma ponte. Depois de salvo, ele se une ao grupo e ajuda Parnassus a recolher as almas.

Toda a história gira em torno de um espelho mágico, que serve de portal para um mundo desconhecido onde tudo pode acontecer. É quando passa pelo espelho que Tony vira Depp, Law e Farrell. Ledger era um bom ator, mas fica clara que sua fama aumentou muito por conta de sua morte. É triste imaginar que ele nunca pode explorar por completo seu talento, que ainda estava em fase de amadurecimento.

A surpresa mais agradável de todo filme é descobrir Johnny Depp por baixo da máscara de Ledger, em uma participação minúscula, mas de muito impacto. É impossível ter Depp em cena e não esperar que ele se destaque mais do que os outros, até mesmo quando ele mal aparece. Já Law e Farrell estão medianos, fazendo o espectador desejar que Ledger volte logo para a cena.

O filme mexe com nossa imaginação, criando um mundo maravilhoso, fantástico, onde tudo parece ser possível. Esse é o seu ponto alto. Abusando de CGI, mas mantendo o estilo non-sense que Gillian carrega desde sua época monty-pythiana, tendo até mesmo uma cena que remete à série Flying Circus, com polícias de meia calça arrastão dançando em volta de uma cabeça gigante. Gillian é um dos poucos diretores que consegue transformar o absurdo em algo plausível, palpável, real.

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus tem uma beleza visual criativa e extraordinária. Uma ótima homenagem ao talentoso Ledger, que deixou este mundo cedo de mais.

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The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)
Direção: Terry Gilliam
Roteiro: Terry Gilliam, Charles McKeown
Elenco: Heath Ledger, Christopher Plummer,Johnny Depp, Colin Farrell, Jude Law

quarta-feira, 16 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

Harvie Krumpet

Mary e Max é um dos melhores filmes que já assisti. Gostei tanto que decidi pesquisar mais sobre o trabalho de seu criador, Adam Elliot, e acabei encontrando quatro curtas metragens no Youtube, todos muito bons. Os três primeiros são uma espécie de trilogia. Em Uncle (1996), Cousin (1998) e Brother (1999) temos um trabalho mais imaturo de Elliot, mas podemos encontrar o ar triste de sua obra atual.

Mas o que mais me chamou atenção foi Harvie Krumpet, um curta de 2003 que venceu do Oscar de Melhor Curta de Animação. É a biografia de um homem bizarro chamado Harvie Krumpet, que nasceu com Síndrome de Tourette e teve uma infância triste e solitária. Possui o mesmo tom tragicômico, repleto de melancolia, de Mary e Max e é bem melhor produzido do que seus antecessores.

Uma história muito bonita, narrada com muita delicadeza por Geoffrey Rush (Contos Proibidos do Marquês de Sade) e escrita, dirigida e animada pelo próprio Elliot. Adam Elliot é um verdadeiro artista e seu trabalho é uma obra prima.

Assista ao filme na íntegra:

Harvie Krumpet (2003)
Direção: Adam Elliot
Roteiro: Adam Elliot
Elenco: Geoffrey Rush

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Meu maior medo se concretizou

Dããããã
Minha vida acabou. Não tenho mais talento…

Esquadrão Classe A

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Por que será que é tão difícil adaptar uma série de televisão? As Panteras (2000) é divertido, mas acaba com a essência de seu original com todas aquelas cenas de luta e ação desnecessárias. Starsky & Hutch (2004) é só mais um filme de Ben Stiller e Owen Wilson. E Miami Vice (2006)... Bem, eu tenho certeza de que os responsáveis por isso arderão no fogo do inferno... Como já era de se esperar, fui para a sala de cinema assistir Esquadrão Classe A achando que esse seria o filme bomba do ano, a maior bobagem já realizada pelo homem (depois da invenção do dinheiro e da Eva Mendes). Mas…

Esquadrão Classe A é uma agradável surpresa. Com um elenco de primeira, ótimas cenas de ação e piadas engraçadíssimas, o filme é digno de sua versão original. A série foi criada por Stephen J. Cannell e Frank Lupo e teve sua estréia em janeiro de 1983. Conta a história de quatro veteranos do Vietnam que trabalham como mercenários, enquanto são perseguidos pelos militares por um crime que não cometeram.

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O filme segue a moda atual e mostra a origem do grupo. John "Hannibal" Smith, "Howling Mad" Murdock, B.A. Baracus e Templeton "Faceman" Peck perdem os rostos de George Peppard, Dwight Schultz, Mr. T e Dirk Benedict, para ganhar uma recauchutada com Liam Neeson, Sharlto Copley, Quinton 'Rampage' Jackson e Bradley Cooper. Rampage é o que menos se destaca, talvez por ter a maior responsabilidade de todas, usar os sapatos que um dia foram do carismático Mr. T. Apesar disso, o personagem acaba ganhando espaço ao longo do filme.

Liam Neeson, como já era de se esperar, apresenta uma atuação soberba, mostrando que consegue atuar bem até em filmes de ação cheios de violência. Bradley Cooper - que está bastante requisitado agora que Se Beber, Não Case ganhou o Globo de Ouro de Melhor Comédia ou Musical - está maravilhoso como Face. Apesar de sua atuação ser sempre igual (passando a impressão de que é o mesmo personagem jogado em situações completamente diferentes), o personagem é carismáticos e engraçado.

Mas quem se destaca mesmo é Sharlto Copley, que está hilário como o maluco Murdock. Se seu personagem em Distrito 9 era intragável, aqui ele encarna o oposto, dando vida aos outros personagens que não seriam tão interessantes se não fosse por suas bizarrices (que lembram o personagem Kramer do sitcom Seinfeld).

O filme é dirigido por Joe Carnahan, e também conta com a participação da insossa Jessica Biel, que não fede nem cheira.

O melhor de Esquadrão Classe A são seus personagens bizarros, em situações tão bizarras quanto eles (alguém ai disse "tanque de guerra voando"?). O problema são as cenas de ação demasiadamente exageradas, que acabam se tornando confusas e difíceis de acompanhar. Hannibal é um gênio em matéria de elaborar planos e o diretor exagera ao mostrar isso a cada cinco minutos, cansando o espectador com tanta perfeição.

Mesmo assim Esquadrão Classe A consegue captar a alma da série e deveria servir de exemplo para as próximas adaptações. Agora é só esperar para ver se Jeannie é um Gênio não vai se perder em Hollywood e torcer para que seja tão bom quanto (e que o Major Nelson não vire o Colin Farrell).

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The A-Team (2010)
Direção: Joe Carnahan
Roteiro: Joe Carnahan, Brian Bloom, Skip Woods
Elenco: Liam Neeson, Sharlto Copley, Quinton 'Rampage' Jackson, Bradley Cooper

sábado, 12 de junho de 2010

O Golpista do Ano

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Steven Russell (Jim Carrey) tem uma vida excelente, um casamento feliz e um ótimo emprego no departamento de polícia. Até que um dia sofre um acidente que o faz ter uma revelação: ele precisa parar de mentir e assumir que é gay. Ele decide levar uma rotina nova, extravagante e cara e para sustentar este estilo de vida, faz de tudo, até cometer fraudes e golpes. Ele acaba preso e na prisão conhece Phillip Morris (Ewan McGregor), um jovem delicado e gentil, por quem se apaixona.

O Golpista do Ano é baseado no livro-reportagem do jornalista Steve McVicker, Eu te amo, Phillip Morris. O livro conta a história real de Steven Jay Russell, uma lenda da história presidiária. Entre os anos de 1993 e 1998, Steven fugiu quatro vezes da prisão, tendo até mesmo se passado por juiz para diminuir o valor da fiança.

O filme é bom, mas com certeza não é o melhor da filmografia de Jim Carrey (astro de filmes como Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Ace Ventura). As cenas, algumas vezes, são tão exageradas que acabam confundindo, como se o roteirista estivesse com pressa para narrar a história de uma vez. Apesar disso, diverte muito e tem momentos memoráveis, como quando Steven está para ser preso e sua esposa pergunta se os golpes e a homossexualidade dele têm algo em comum (lembrando um pouco as notícias sobre o Shopping Nova Olaria e o Cine Guion).

O ponto alto é Ewan McGregor, que interpreta o personagem título com muita graça e convence muito como rapaz ingênuo e romântico. Ewan, por sinal, também está excelente no drama político Escritor Fantasma ao lado de Pierce Brosnan (Mamma Mia!), onde também faz o personagem título.

O filme fez um grande sucesso no Festival de Sundance, em 2009, mas por causa de seu conteúdo, acabou tendo a estréia adiada diversas vezes. O motivo se mostrou verdadeiro (apesar de a decisão não fazer muito sentido). Na sessão que fui, muitas pessoas saíram da sala antes que ele acabasse e outras reclamaram do conteúdo. O título em português não ajuda, muito menos o pôster brasileiro com cara de filme pastelão.

O Golpista do Ano

A comédia é dirigida por Glenn Ficarra e John Requa e traz um grande apelo para o público brasileiro, já que conta com a presença do ator Rodrigo Santoro, como um dos namorados de Steven, Jimmy Kemple. O ator já participou de outras produções estrangeiras, como a série Lost, e os filmes 300 e Simplesmente Amor.

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I Love You Phillip Morris (2009)
Direção: Glenn Ficarra e John Requa
Roteiro: Glenn Ficarra e John Requa
Elenco: Jim Carrey, Ewan McGregor, Rodrigo Santoro, Leslie Mann

Escritor Fantasma

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Um escritor (Ewan McGregor) recebe uma grande proposta: ganhar US$ 250 mil para ser o escritor fantasma da biografia do primeiro ministro da Inglaterra (Pierce Brosnan). Mas ao descobrir segredos sobre uma conspiração mundial, acaba colocando a própria vida em perigo. Escritor Fantasma é baseado em um livro de Robert Harris, que trabalhou como repórter e colunista político da BBC TV. Na direção está Roman Polanski, que foi preso por pedofilia em 2009 e teve que terminar o filme em uma prisão na Suíça.

O filme, que mistura suspense psicológico com um estilo noir, conquistou o prêmio de melhor direção no Festival de Berlim em 2010. No elenco estão Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Kim Cattrall, Olivia Williams, James Belushi, Timothy Hutton e Tom Wilkinson.

Mais uma vez, Ewan McGregor não decepciona no papel do escritor sem nome. O ator ganhou destaque em filmes como Velvet Goldmine, Trainspotting, Moulin Rouge! e Star Wars: A Vingança dos Sith, e agora deixa claro o seu papel de ator sério. Quem sabe a Academia repara em sua existência.

O roteiro ficou nas mãos do próprio Robert Harris e de Polanski. O talentoso diretor francês (Chinatown, O Bebê de Rosemary e Repulsa ao Sexo) conseguiu contar uma história com um assunto chato de maneira fluente e nem um pouco cansativa, fazendo suas mais de 2h passarem sem serem percebidas.

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The Ghost Writer (2010)
Direção: Roman Polanski
Roteiro: Roman Polanski, Robert Harris
Elenco: Ewan McGregor, Kim Cattrall, Pierce Brosnan, Olivia Williams

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ping-News

A empresa onde trabalho produz um jornal interno mensal e este mês me chamaram para ser a entrevistada de junho. Achei bem bacana a iniciativa (especialmente porque sou nova lá e ninguém sabe que eu existo). Coloco aqui a entrevista, para quem tiver curiosidade.

(Tem que clicar para aumentar)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Notícias que mudam a sua vida

Uma das notícias mais comentadas da semana foi a seguinte: o Subway vai mudar a maneira de colocar o queijo nos sanduíches. Depois de três anos de protesto-piada contra a “desnecessária sobreposição de laticínios”, o Subway resolveu se pronunciar:

"Efetivamente no dia 01 de julho de 2010, estaremos alterando a maneira padrão de como colocamos o queijo cortado em sanduíches. Com este novo procedimento, triângulos ou meias luas de queijo vão ser colocados no sanduíche milimetricamente, cada triângulo deverá ser posicionado intercaladamente. Isto irá melhorar a cobertura de queijo nos sanduíches. A data de início estipulada pelo departamento de Preparação de Produto é 01 de julho de 2010, mas as lojas podem implementar isso imediatamente".

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O criador do protesto, Drew, declarou em seu blog que os nós, consumidores dos sanduíches, vencemos a guerra contra essa “indecência geométrica”.

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A pergunta que não quer calar é: eles precisaram de três anos de protesto para fazer algo que parecia extremamente óbvio? E ainda por cima tem data de início? Será que os funcionários terão um mês de treinamento para essa nova e miraculosa disposição de queijos? Ou será que eles estão tentando preparar o público para essa mudança drástica?

Não sei. Só sei que tem coisas muito mais importantes para se discutir do que a posição do queijo ruim do Subway. Diz a pessoa postando sobre o assunto.

(mas que o desenho é engraçado, é…)

terça-feira, 1 de junho de 2010

LazyTown

Análise Crítica da Série LazyTown

Um Sonho

LazyTown é uma série musical de televisão criada pelo islandês Magnús Scheving, em 2004. Tudo começou com uma série de livros infantis, escritos por Sheving para motivar crianças a praticarem esportes e comerem comida saudável. Os livros fizeram tanto sucesso que acabaram ganhando espaço na televisão.

A série ficou famosa mundialmente e, apesar de ter existido por apenas duas temporadas, gerou um impacto gigantesco além dos limites da televisão e de seu país de origem.

Camisetas, cadernos, adesivos, entre outros, estampam a marca LazyTown Entertainment. A empresa Fisher-Price lançou uma linha de brinquedos com os personagens principais. No Reino Unido, foi lançada uma revista mensal de atividades, com pôster, histórias em quadrinhos, dicas de jogos, brindes e instruções de dança. Além disso, foram lançados livros, trilhas musicais e organizadas apresentações teatrais, o LazyTown Live.

Por fim, a série originou uma revista eletrônica chamada LazyTown Extra, que passa no canal CBeebies, no Reino Unido. O show mostra os personagens em pequenas esquetes e reportagens.

Tudo isso graças a um sonho de Sheving de ajudar e educar crianças, para que estas tenham uma vida mais saudável, ativa e feliz.

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 O Criador

Magnús Scheving nasceu em 1964, em Reykjavík (lê-se Reiquejavique), capital da Islândia. Scheving é um ginasta mundialmente premiado, além de produtor, diretor, escritor e ator. Antes de ficar conhecido por interpretar o personagem principal de LazyTown, Sportacus, já era famoso em sua terra natal. Produziu vários programas de televisão e teve seu próprio Talk Show, onde mostrava seu talento para a comédia e para a comunicação.

Ele costumava viajar por vários países, dando palestras e oficinas sobre saúde. Sempre indagado por pais sobre a saúde de seus filhos, Scheving decidiu voltar seu trabalho para o público infantil. Em 1991, criou uma série de livros tratando sobre o assunto. Estes livros viraram best-sellers e ganharam inúmeras adaptações musicais para o teatro.

Em 2004, estreou na CBS a versão televisiva dos livros. Scheving é o criador e a alma de LazyTown.

Ele é casado e tem três filhos. Em 2010 participou do filme Missão Quase Impossível, ao lado de Jackie Chan.

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A Criatura

A história se passa em uma pequena cidade chamada LazyTown. Stephanie se muda para lá para viver com seu tio e prefeito da cidade, Milford Meanswell. A garota tenta fazer amizade com as outras crianças, mas descobre que este vai ser um trabalho muito difícil, já que todas são preguiçosas e nunca querem brincar ao ar livre.

Apavorada, Stephanie recorre a seu tio, que lhe aconselha chamar Sportacus 9, um super-herói que costumava ajudar os moradores da cidade. Acontece que 9 está aposentado e quem vem ajudar é Sportacus 10, que se descreve como um “herói, ligeiramente acima da média”. Ele logo faz amizade com a menina e os demais residentes da cidade, os ensinando a importância de se ter uma vida saudável.

Mas um antigo morador de LazyTown, Robbie Rotten, fará de tudo para impedir que Sportacus não mude o estilo de vida dos habitantes da cidade.

O show mistura atores com bonecos e animações em CGI.

Os Humanos

Sportacus (Magnús Scheving) O super herói “ligeiramente acima da média” ajuda os habitantes da cidade em seus afazeres diários e em qualquer problema que surge. O personagem é a alma da série, já que é em volta dele que a história se desenvolve. A “kryptonita” de Sportacus é o açúcar, que o deixam em uma espécie de coma. Ele incentiva as crianças da cidade a se alimentarem corretamente e a praticarem esportes, sempre inventando uma nova maneira de fazê-los se divertir. Suas três regras são: comer corretamente, fazer exercícios e dormir cedo.

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Stephanie (Julianna Rose Mauriello) A menina age como ajudante de Sportacus em sua eterna batalha contra a preguiça. Está sempre tentando ensinar as crianças a serem elas mesmas e a conquistarem seus sonhos.

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Robbie Rotten (Stefán Karl Stefánsson) O vilão preguiçoso da cidade levava uma vida tranqüila até Sportacus aparecer. Cansado do barulho que as crianças fazem enquanto brincam e de LazyTown não ser mais uma cidade “lazy” (preguiçosa), Robbie tenta de tudo para derrotar Sportacus e o mandar para bem longe dali. O personagem se assemelha muito ao Dr. Pompeu Pompilho Pomposo (Pascoal da Conceição), da série brasileira “Castelo Rá-Tim-Bum”, pois está sempre usando fantasias que deixam evidente sua identidade, mas nunca ninguém nota.

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Os Bonecos

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Ziggy (comandado e dublado por Guðmundur Þór Kárason, dublagem brasileira feita por Pedro Alcântara) Está sempre comendo doces (até sua casa é feita de doces!), mas faz um esforço para comer coisas saudáveis, já que quer ser como Sportacus quando crescer.

 

clip_image004[7]Stingy (comandado e dublado por Jodi Eichelberger, dublagem brasileira feita por Fábio Lucindo) Sua frase favorita é “É meu!”. O personagem egoísta e mimado nunca quer dividir nada com as outras crianças e precisa aprender como ser mais altruísta.

 

clip_image010Trixie (comandado e dublado por Sarah Burgess, dublagem brasileira feita por Melissa Garcia) Trixie está sempre aprontando. Adora pregar peças nos outros e desenhar bigodes nas fotos do prefeito. Está sempre tentando ser a líder do grupo e por isso briga muito com Stingy.

 

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Pixel (comandado por Ron Binion e dublado por Julie Westwood e Kobie Powell, dublagem brasileira feita por Orlando Viggiani) O principal problema de Pixel é também sua maior qualidade. O menino é ótimo em computação e videogames. Está sempre jogando ou então inventando aparelhos mirabolantes. Suas invenções, muitas vezes, servem para se livrarem de Robbie. O problema é que Pixel não se exercita nem vê a luz do dia.

 

clip_image002[9]Prefeito Milford Meanswell (comandado e dublado por David Matthew Feldman, dublagem brasileira feita por Luiz Laffey) Como seu próprio nome diz, Meanswell é cheio das boas intenções. Ele é tio de Stephanie e foi ele quem a encorajou a pedir ajuda à Sportacus. Ele é apaixonado por Bessie Busybody.

 

clip_image006[5]Bessie Busybody (comandado e dublado por Julie Westwooddublagem brasileira feita por Zaíra Zordan) É a personagem mais non-sense da série. Ela raramente participa de forma ativa na história e sempre aparece fazendo coisas banais, como tomar banho de sol ou falar no celular. Apesar do jeito metido, Bessie parece gostar muito das crianças – e nem nota a afeição que Milford tem por ela.

Um Musical

LazyTown traz uma mensagem positiva e saudável para crianças de 2 à 10 anos de idade, e muitas dessas mensagens são passadas através de números musicais, interpretados pelos três personagens principais.

Além de conterem letras motivadoras, as canções também incentivam as crianças a dançarem junto, se exercitando enquanto assistem ao programa.

“Hey, even if you don’t think there’s a way. I'm here to say, black can turn to white and night to day. Oh yes things can change, no matter how weird or wild or strange” – música Anything Can Happen

“And we’re cleaning all together. Cleaning all together. Come along, put things where they belong” – música Cleaning All Together

“Throw it, catch it, kick the ball. You have the power to do it all! Keep it moving never stop 'til you reach the very top. Turn your workout into play. Go all the way” – música Go For It

“Step by step, it will come into view. You know you’re gonna make your dreams come true. Step by step, it’s all up to you. Then pretty soon you’ll show the whole wide world you made something new” – música Step by Step

“Team work do it together. Team work friends forever. We're all for one and one for all. We'll help each other stand tall with team work” – música Team Work

“If things don’t work out like u want this time around, you can try to turn the problem upside down. There’s no use in crying. You gotta keep trying. Because in the end you will discover there is always a way” – música There’s Always a Way

“Get up sleepy-heads, don’t stay in bed. There’s a lot to do and see just come along with me, you know it’s true. You’ll dance, you’ll sing, and clap your hands, run and jump with all your friends” – música Wake Up

Por que LazyTown é bom para as crianças?

O show possuí bons valores para serem apresentados para as crianças. Ao contrário de muitos desenhos e séries voltados para esse público, não tem violência.

Sportacus passa uma mensagem excelente para as crianças. Ele nunca se irrita, nem mesmo com Robbie. Sempre que o vilão apronta alguma coisa, Sportacus acha engraçado e tenta ensiná-lo que aquilo não se faz, o que nunca consegue. Mesmo assim, nunca desiste. Stephanie é amiga, tranqüila e feliz. Está sempre tentando ajudar seus amigos e os motivando a nunca desistirem. Tanto ela quanto Sportacus são ótimos modelos para as crianças.

Além de ensinar sobre como ter uma vida saudável, também ensina o poder da amizade verdadeira, a importância de saber dividir, de conviver com os outros e não julgar. Stephanie mostra que precisamos acreditar em nós mesmos e que nossos sonhos podem se tornar realidade, só depende de nós.

A série não é pretenciosa e não passa valores econômicos como a maioria dos programas televisivos (tanto infantis como adultos). Ninguém se importa com dinheiro, ninguém agride a natureza e todos tentam viver da melhor maneira possível, sem ferir ninguém. Até mesmo o vilão, Robbie, que está sempre tentando derrotar Sportacus, não quer o mal de ninguém, apenas quer ser ele mesmo e ficar sossegado. Ele é um vilão carismático, divertido e inventivo.

bundaEu sei que EU gosto

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